terça-feira, 7 de março de 2017

Dublin, 6 de março de 2017

Foi um dia tumultuado. Eu briguei com o Jason por motivos que não interessam, mas que provavelmente me ajudarão a sair desse caos. Resolvi retomar minha vida tal qual a tinha no Brasil! Isso significa melhor alimentação (saladas e sopas), exercícios chova ou faça sol (já sabem que é chuva mesmo), e felizmente a partir de quinta já posso trabalhar.

A carta de apresentação já está pronta, falta redirecionar os currículos para o que quero. No caso, hotelaria, jornalismo, e secretariado executivo. Tenho muita convicção que vou conseguir boa coisa!
Fui no GPO, o posto oficial do correio, oficializar minha conta, porque ainda não a abri no banco. Só uma leve precaução caso a imigração não me aceite, mas ok, todo mundo em disse que com dinheiro no bolso, imigra-se. mesmo assim, depositei num local de fácil retirada.

Eu estava tendo muita asma, e sei que é por falta de atividade. Ok que aqui é frio, tem carpete, ácaro, umidade, um monte de fatores alergênicos, mas quando se pratica exercício o corpo cria uma barreira interna, e até te mantém aquecido, então, voltei a praticar mais pesado.

Vou ver se trabalhando posso entrar na academia. Já disse que o caro mesmo aqui é o aluguel. Eu ainda estou cômoda na casa, não vão sair tão cedo, porque têm um bebê, então eu fico comodamente pagando por semana, sem doer no meu bolso.

Sobre meu namoro, we are chalk and cheese, mesmo gostando de coisas em comum, como cinema, séries, livros, ele escolheu um rumo na vida e eu outro, e pena que tão cedo isso já está dando conflito. Não disse que vou terminar agora, mas se já estava devagar por causa dele, agora vai ficar bem mais lento por minha causa. Meu foco é emprego.

Let´s face it! Eu escolhi carreira a família. Tenho 40 anos e não estou ficando mais jovem. Óbvio que se pode ter os dois, mas acho que para isso se começa mais cedo, e no meu caso, abdiquei de ter filhos quando entrei nos 30. Logo, não me arrependo, não tem certo ou errado nessas decisões, São apenas decisões. Acredito que eu daria mais certo com um homem sem filhos. E talvez, ... talvez... juntos, chegássemos a decisão de tê-los ou não. Mas juntos!

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