Último dia do mês. Amanhã é feriado mundial, dia do trabalho. Hoje eu trabalhei, amanhã estou de folga porque já estava de folga mesmo. Acho que vou andar até Skerries mesmo com o frio, porque preciso muito me exercitar. Meu corpo está reclamando da falta de exercício outdoor. Vou fazer um sacrifício, se o ouvido reclamar, eu volto para casa.
As pessoas dizem muita coisa sobre o tempo frio, que a gente se acostuma, que depois aquece. Bem, eu acho que cada um se acostuma com o que quer, e sim, como nem todo mundo tem estrutura para o calor, nem todo o mundo tem estrutura para o frio. Eu sou uma pessoa sem estrutura para o frio. Clinicamente sem estrutura, já que muitos médicos já me disseram que para minha asma é melhor evitar o frio. Eu juro que tento, então aqui na Irlanda costumo ficar muito tempo em lugar fechado. Como não quero gastar aqui com academia, procuro fazer em casa, mas sinto que não tem sido o suficiente, logo vou ter que encarar a rua e ver como fica. Se não fizer bem, ok, dou o braço a torcer e entro para uma academia mais em conta no centro de Dublin, perto da escola. Só que só poderei malhar 4x na semana, de segunda a quinta, quando não trabalho em Rush.
Pensei em fazer um curso de barista. Posso ter um emprego meio-expediente perto da escola, e ainda posso usar a experiência no Brasil. Para ser au pair não precisa de qualificação, precisa de jeito, prática, experiência de vida com crianças, mas não precisa fazer curso. Barista precisa, e ainda vira currículo.
Meus amigos da área de hotelaria no Brasil têm reclamado dos salários de hotelaria no Rio. Era uma área que pagava bem, afinal turismo gera divisas por lá, mas é uma área com muita demanda, que tem vaga, mas pelo visto não está tendo retorno para quem nela trabalha. é uma pena, porque eu sei que pagava bem, já trabalhei em hotel, aeroporto, e ganhava bem. Só meu ultimo emprego em hotel que pagou mal, reflexo dessa crise louca. Para se ter uma idéia, aqui trabalho só 3x na semana, porque a imigração só me deixa trabalhar 20h (ok, é fora de carteira, então posso ter outro de 20h na carteria, e esse por fora) e mesmo assim ganho o que ganhava trabalhando 6x na semana. Não q eu eu ganhe bem, e o oposto, pessoal que anda ganhando mal. Acho muito ruim essa desvalorização do profissional. E pensar em tanta gente que está sem receber porque recebe do Governo. Que vergonha!
E ainda assim, amo tanto aquilo lá que quero voltar. Gosto de acreditar que se eu voltar vou fazer a diferença! Bem gostaria de fazer a diferença, o país e seu povo merecem. Quero muito acreditar que quando voltar no último trimestre vou poder somar, e ajudar em alguma coisa. Sei por a+b que ainda que seja difícil viver lá, é a minha casa, a minha pátria. E quem acha que não tenho acompanhado tudo pela internet só porque estou longe, lego engano: estou de OLHO.
domingo, 30 de abril de 2017
sábado, 29 de abril de 2017
Rush, 29 de abril de 2017
Hoje fazem 3 meses que estou aqui na Irlanda. Eu registro todo mês que completo aqui, porque acredito que quando a gente celebra o cotidiano, as coisas se tornam mais aprazíveis. Logo, feliz 3 meses!
Saldo desses 3 meses: um emprego de Au Pair (que pretendo manter por toda a viagem), dois namoros (falidos e enterrados haha), uma peça (que estréia dia 25 de maio), preocupação pelo exame Ietls (que farei no começo de junho), muitas negativas de bolsa (a vida é assim, né, não dá para ganhar todas), uma família para voltar todos os dias para a casa (a família que eu trabalho, que carinhosamente me aceitou), e alguns amigos espalhados por aqui.
Pela primeira vez estou conseguindo economizar, e isso vale ressaltar porque eu tinha intenção de recuperar o que gastei. Não vou conseguir tudo, mas se for ao menos um pouco, já fico contente de fazer um micro pé de meia. Afinal, não vou ficar minha vida toda aqui. Não sei o dia de amanhã, mas uma hora eu volto para casa, está nos meus planos.
Hoje está frio para caramba, mais que o habitual, e o vento estava tão forte que fiquei zureta quando voltamos do parquinho, meu ouvido reclamou. Ah, realmente não aguento mais esse tempo. O verão vai vir, e vai continuar frio pelo andar da carruagem. Se quiser ver o sol, com certeza terei que fazer uma mochilada pela Europa a fora, Portugal, Espanha, Itália, Grécia. Só assim para conhecer algo que ainda não fui, e com sol! Tomara que eu consiga, e sem gastar meu "tutu" suado.
Mais para a frente eu penso nisso, mas claro que vou. Tão do lado aqui, e passagens acessíveis, não tem como não ir. Se a Irlanda não fosse uma ilha, ia era de trem, para poder conhecer tudo. Mas aqui é ilha, embora felizmente seja a terra das empresas low cost, low fare. Isso facilita viajar.
No mais, sábado a noite, e eu vendo televisão. É assim mesmo, moro longe da cidade principal, mas não sinto falta nenhuma de sair. Já me diverti muito nos sábados à noite da vida, não sinto falta de nada, porque vivi tudo na hora certa. Boa noite para quem fica!
Saldo desses 3 meses: um emprego de Au Pair (que pretendo manter por toda a viagem), dois namoros (falidos e enterrados haha), uma peça (que estréia dia 25 de maio), preocupação pelo exame Ietls (que farei no começo de junho), muitas negativas de bolsa (a vida é assim, né, não dá para ganhar todas), uma família para voltar todos os dias para a casa (a família que eu trabalho, que carinhosamente me aceitou), e alguns amigos espalhados por aqui.
Pela primeira vez estou conseguindo economizar, e isso vale ressaltar porque eu tinha intenção de recuperar o que gastei. Não vou conseguir tudo, mas se for ao menos um pouco, já fico contente de fazer um micro pé de meia. Afinal, não vou ficar minha vida toda aqui. Não sei o dia de amanhã, mas uma hora eu volto para casa, está nos meus planos.
Hoje está frio para caramba, mais que o habitual, e o vento estava tão forte que fiquei zureta quando voltamos do parquinho, meu ouvido reclamou. Ah, realmente não aguento mais esse tempo. O verão vai vir, e vai continuar frio pelo andar da carruagem. Se quiser ver o sol, com certeza terei que fazer uma mochilada pela Europa a fora, Portugal, Espanha, Itália, Grécia. Só assim para conhecer algo que ainda não fui, e com sol! Tomara que eu consiga, e sem gastar meu "tutu" suado.
Mais para a frente eu penso nisso, mas claro que vou. Tão do lado aqui, e passagens acessíveis, não tem como não ir. Se a Irlanda não fosse uma ilha, ia era de trem, para poder conhecer tudo. Mas aqui é ilha, embora felizmente seja a terra das empresas low cost, low fare. Isso facilita viajar.
No mais, sábado a noite, e eu vendo televisão. É assim mesmo, moro longe da cidade principal, mas não sinto falta nenhuma de sair. Já me diverti muito nos sábados à noite da vida, não sinto falta de nada, porque vivi tudo na hora certa. Boa noite para quem fica!
sexta-feira, 28 de abril de 2017
Rush, 28 de abril de 2017
Primeira vez que levei a Clarinha na escola, e ela foi direitinho, que bom! A amanhã passou rápido, tinha um monte de pequenas coisinhas para fazer. E aproveitei que estava só para fazer umas pesquisas sobre meus planos para segundo semestre. Tudo a seu tempo, mas preciso me planejar.
Mesmo planejando há imprevistos, mas assuntos importantes é preciso planejar. Deve ser por isso que não planejo viagens de passeio. Tirando a passagem, passeios e hotel eu faço na hora que chego e graças a Deus dá certo. Veja aqui, tudo planejado e na hora foi completamente diferente. Veja Londres, nada planejado e tudo maravilhosamente como eu queria. Vai entender!
Tenho que me policiar com comida. Ok que não engordo, mas nossa, tenho comido muito. Pior! Beliscado antes de comer. Não pode! Além de atrapalhar o apetite, também atrapalha um monte de coisas. Só pode ser fata de exercícios. Exercícios das sensação de saciedade por liberar uma série de hormônios. Vou pegar pesado na yoga! Faço indoors e já funciona.
Amanhã farão completos 3 meses. Hoje fiz bolo de maçã, amanhã vou fazer de chocolate para celebrar. Mas juro que já peso na hora de ir! A experiência aqui vai ser muito válida, mas já tracei tanta coisa legal para fazer que mal posso esperar! O bom dos planos é que dão um gás no cotidiano, ainda mais quando dependem mais de ti que dos outros (quando depende de terceiros aí é oooooutra coisa). Mas, como dizem, "o melhor ainda está para vir".
Sempre acreditei nesse ditado, principalmente quando vejo pessoas suspirando pelo passado, pensava sempre que o melhor viria com o tempo. Até agora minha crença não falhou. Sinto falta de algumas coisas, mas elas viraram boas lembranças, e é isso o que o passado deveria ser, lembranças numa caixa de recordações da memória.
E vida que segue!
Mesmo planejando há imprevistos, mas assuntos importantes é preciso planejar. Deve ser por isso que não planejo viagens de passeio. Tirando a passagem, passeios e hotel eu faço na hora que chego e graças a Deus dá certo. Veja aqui, tudo planejado e na hora foi completamente diferente. Veja Londres, nada planejado e tudo maravilhosamente como eu queria. Vai entender!
Tenho que me policiar com comida. Ok que não engordo, mas nossa, tenho comido muito. Pior! Beliscado antes de comer. Não pode! Além de atrapalhar o apetite, também atrapalha um monte de coisas. Só pode ser fata de exercícios. Exercícios das sensação de saciedade por liberar uma série de hormônios. Vou pegar pesado na yoga! Faço indoors e já funciona.
Amanhã farão completos 3 meses. Hoje fiz bolo de maçã, amanhã vou fazer de chocolate para celebrar. Mas juro que já peso na hora de ir! A experiência aqui vai ser muito válida, mas já tracei tanta coisa legal para fazer que mal posso esperar! O bom dos planos é que dão um gás no cotidiano, ainda mais quando dependem mais de ti que dos outros (quando depende de terceiros aí é oooooutra coisa). Mas, como dizem, "o melhor ainda está para vir".
Sempre acreditei nesse ditado, principalmente quando vejo pessoas suspirando pelo passado, pensava sempre que o melhor viria com o tempo. Até agora minha crença não falhou. Sinto falta de algumas coisas, mas elas viraram boas lembranças, e é isso o que o passado deveria ser, lembranças numa caixa de recordações da memória.
E vida que segue!
quinta-feira, 27 de abril de 2017
Dublin, 26 e 27 de abril de 2017
Dia 26:
Gosto quando posso jantar com meus amigos em dia de semana. Já que trabalho o fim-de-semana, os dias de semana são de estudo misturado com folga. Jantei com a Silvia, que é uma gaúcha que moa aqui há uns 15 anos e fiz amizade por causa do senso - ela foi na casa da família que moro ara fazer pesquisa.
A Silvia é uma figura, bem engraçada. é casada com um Irish, é vegana, e eu fui na casa dela jantar. Acabei comendo chia, que não tem gosto, então não sei se gostei ou não. Mas o feijão estava ótimo. Era de lata, mas um bom feijão tipo fava, desses grandes. A Silvia mora no 10° andar de um dos poucos prédios altos de Dublin. Numa cidade em que predominam casas e prédios baixos, esse é um assombro por aqui. E que por-do-sol! Coisa linda, de cinema. Ela queria que eu dormisse lá, mas estava sem meu remédio da tireóide, então ela me trouxe em casa. De carro aqui é bem rápido.
Acabei chegando tarde na casa, porque o por-do-sol aqui é as 21h agora. Imagina quando chegar o verão? Que dias longos, puxa! Assim eu gosto, mas gostaria mais se não tivesse que usar as mesmas roupas do inverno.
Cada vez mais fico com vontade de voltar. Até porque vi umas fotos da época de embarcada, e ainda posso trabalhar com isso na volta. É um emprego meio cansativo, mas com bom etorno financeiro e pessoal também, me sinto bastante útil nesse trabalho. Até hoje o que me fez me sentir mais recompensada profissionalmente.
Muito a se pensar até setembro! Meu amigo Álvaro acha que eu estou pensando muito bem.
Dia 27:
Hoje dormia bem mais, mas tenho que ir na escola. Auch! How tiresome! Não me importaria de ir porque gosto, mas sendo obrigada é um saco. De qualquer forma a prova está perto, então eu vou mais é aproveitar para praticar para o exame.
Apesar de estar preocupada com o reading, sei que vou bem nos ouros. uma coisa pode compensar a outra, mas não posso ir mal, ou minha nota vai cair a toa. Não posso dar esse mole! Foco, foco, foco! Querer, poder, conseguir! Sempre!
Impressionante como sinto fome aqui em Dublin, é toda hora. Toda hora mesmo, não estou brincando, no Brasil eu nunca comi assim. Bom que não ganho peso, então, nem preciso me preocupar. Eu tenho que me aquecer, e comida é combustível, não é?
terça-feira, 25 de abril de 2017
Dublin, 25 de abril de 2017
O tempo aqui em Dublin é a coisa mais maluca que já vi. Ale´m de estar fazendo 1º em plena primavera, faz sol, e logo depois faz sol, e finalmente hoje, nevou! Isso mesmo, nevou! Por cinco minutos, mas nevou! E depois fez sol, que derreteu a fina neve em segundos. Go figure it!
Ainda bem que já estava na cidade, mais precisamente almoçada e esperando pela aula, para não ter risco de eu não vir. Eu tenho que ir sempre que eu puder, já que todas as sextas falto em virtude do trabalho.
Ia pegar um trabalho voluntário num Festival de Língua Portuguesa, mas a preguiça do povo me fez ficar com preguiça deles. Explico: segundo a menina, ela me adicionou no celular e meu whatsapp não apareceu, e dessa forma ela me mandou um sms (que eu nunca recebi). Mas hoje ela notou que eu tenho um aplicativo, e me ligou, mas como a produção já foi feita, e o festival é semana que vem, queria ajuda no apoio, que nada mais é do que apontar direções, levar lanche, microfone para as mesas redondas... desculpa, baby, mas isso eu fazia com 20 aninhos no "Festival do Rio" (que é um mega festival, não algo que ninguém nunca ouviu falar aqui por aqui). So, no can do! Se ela me ligou hoje, porque provavelmente está faltando gente, ela podia ter tido paciência de adicionar, e retornar para ver se o número foi adicionado, porque muitas vezes acontece do contato só entrar quando fechamos o contato e retornamos. Affff... Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece. Quem perdeu foram eles, porque tenho um monte de contato em rádio e TV em virtude do povo do teatro, que poderia ajudar, mas o desrespeito foi tamanho (mostrar onde fica de graça com 40 anos!!!) que tô fugindo deles.
Voltei para casa, e agora só anoitece as 21h, logo pude aproveitar uns raios de sol ainda. Assim que eu gosto, sol!
Estou um pouco preocupada com meu Ielts. se a prova fosse hoje, numa escala de 0 a 9, sendo 9 a pontuação máxima, eu teria 7.5 de speaking, 9.0 de listening, 9.0 de writing, e 4.0 de reading. Ou seja, uma boa nota, duas máximas, e uma que me faria repetir como se eu nem tivesse boas notas. Se ainda fosse um 6.0, ainda dá para recuperar, mas do jeito que está, pára tudo!
Preciso urgente de um reforço em compreensão de texto, porque desse jeito não vai dar.
Ainda bem que já estava na cidade, mais precisamente almoçada e esperando pela aula, para não ter risco de eu não vir. Eu tenho que ir sempre que eu puder, já que todas as sextas falto em virtude do trabalho.
Ia pegar um trabalho voluntário num Festival de Língua Portuguesa, mas a preguiça do povo me fez ficar com preguiça deles. Explico: segundo a menina, ela me adicionou no celular e meu whatsapp não apareceu, e dessa forma ela me mandou um sms (que eu nunca recebi). Mas hoje ela notou que eu tenho um aplicativo, e me ligou, mas como a produção já foi feita, e o festival é semana que vem, queria ajuda no apoio, que nada mais é do que apontar direções, levar lanche, microfone para as mesas redondas... desculpa, baby, mas isso eu fazia com 20 aninhos no "Festival do Rio" (que é um mega festival, não algo que ninguém nunca ouviu falar aqui por aqui). So, no can do! Se ela me ligou hoje, porque provavelmente está faltando gente, ela podia ter tido paciência de adicionar, e retornar para ver se o número foi adicionado, porque muitas vezes acontece do contato só entrar quando fechamos o contato e retornamos. Affff... Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece. Quem perdeu foram eles, porque tenho um monte de contato em rádio e TV em virtude do povo do teatro, que poderia ajudar, mas o desrespeito foi tamanho (mostrar onde fica de graça com 40 anos!!!) que tô fugindo deles.
Voltei para casa, e agora só anoitece as 21h, logo pude aproveitar uns raios de sol ainda. Assim que eu gosto, sol!
Estou um pouco preocupada com meu Ielts. se a prova fosse hoje, numa escala de 0 a 9, sendo 9 a pontuação máxima, eu teria 7.5 de speaking, 9.0 de listening, 9.0 de writing, e 4.0 de reading. Ou seja, uma boa nota, duas máximas, e uma que me faria repetir como se eu nem tivesse boas notas. Se ainda fosse um 6.0, ainda dá para recuperar, mas do jeito que está, pára tudo!
Preciso urgente de um reforço em compreensão de texto, porque desse jeito não vai dar.
segunda-feira, 24 de abril de 2017
Dublin, 24 de abril de 2017
Faz quase um grau lá fora, mas dentro dos ambientes é quente. É a primavera mais fria que já vi em minha vida. Espero para tomar banho, porque dentro de casa estão 22°. Eu realmente não consigo dormir sem tomar banho. Mas sempre tem água quente e acabou para mim. Já que despertei do cansaço, botei água p esquentar e até cabeça eu vou lavar. Já que não pude fazer na hora, vou tomar um banho incrível agora.
Essa questão do boiler me irrita aqui em Dublin, porque um chuveiro a gás ou elétrico seria rapidinho. Como não posso fazer nada a respeito, sento, espero, e escrevo. Foi chato ir para Dublin de manhã. Achei que demorou horrores, mas porque o cheiro do ônibus estava enjoativo, lotado, ar viciado, porque as janelas não abrem aqui, um inferno. É, não costumo escrever assim. A falta de sono tem me deixado muito irritada. Acho que desde que vim, não sei o que é dormir direito.
Nenhuma posição me basta, a coberta ou não esquenta, ou me faz suar. Não tenho posição. E quem dorme mal, se irrita com certeza. Não consigo me ver vivendo aqui, mesmo. Parece que ando num estado de suspensão, em que vejo minha vida de cima, como se eu tivesse parado no tempo, e visse tudo acontecer. Será que isso é bom? Não sou boa para respostas nesse momento.
Essa questão do boiler me irrita aqui em Dublin, porque um chuveiro a gás ou elétrico seria rapidinho. Como não posso fazer nada a respeito, sento, espero, e escrevo. Foi chato ir para Dublin de manhã. Achei que demorou horrores, mas porque o cheiro do ônibus estava enjoativo, lotado, ar viciado, porque as janelas não abrem aqui, um inferno. É, não costumo escrever assim. A falta de sono tem me deixado muito irritada. Acho que desde que vim, não sei o que é dormir direito.
Nenhuma posição me basta, a coberta ou não esquenta, ou me faz suar. Não tenho posição. E quem dorme mal, se irrita com certeza. Não consigo me ver vivendo aqui, mesmo. Parece que ando num estado de suspensão, em que vejo minha vida de cima, como se eu tivesse parado no tempo, e visse tudo acontecer. Será que isso é bom? Não sou boa para respostas nesse momento.
domingo, 23 de abril de 2017
Rush, 23 de abril de 2017
Hoje é dia de São Jorge, Santo Guerreiro! Que Jorge me proteja e a todos com suas armas, "que inimigos tenham olhos e não possam ver, tenham pernas e não possam alcançar." Já me sinto protegida aqui tão longe, mas mesmo assim, uma oraçãozinha só faz bem, e salve, Jorge!
Tinha uma criançada pela casa hoje, filhos dos vizinhos. Foi bom que estava animado. Fiz lanche para todo mundo, e depois fiz um bolo, mas para a casa. Ficou parecendo um cookie gigante, ficou bem bom, só o chocolate da calda que não era muito saboroso. Mas, aí a culpa não é da cozinheira.
Confesso que não estou nem um pouco animada em recomeçar as aulas amanhã. Mas enquanto não passar para o mestrado é assim, não é? Ao menos depois tem ensaio, e a peça já estréia no final de maio.
Tinha uma criançada pela casa hoje, filhos dos vizinhos. Foi bom que estava animado. Fiz lanche para todo mundo, e depois fiz um bolo, mas para a casa. Ficou parecendo um cookie gigante, ficou bem bom, só o chocolate da calda que não era muito saboroso. Mas, aí a culpa não é da cozinheira.
Confesso que não estou nem um pouco animada em recomeçar as aulas amanhã. Mas enquanto não passar para o mestrado é assim, não é? Ao menos depois tem ensaio, e a peça já estréia no final de maio.
Rush, 22 de abril de 2017
Dia de brincar com a Clara. Como sempre, está nublado e frio, a cara da Irlanda. Quando parece que vai fazer sol, surpresa! O tempo fecha de novo. Então, tem que se fazer tudo com tempo fechado mesmo. A gente acostuma, acredite. Apesar que vou sentir falta do sol todo dia, é da minha natureza.
Andamos de patins (ela, eu corro atrás dos patins), pintamos desenhos, fizemos bola. Faltou luz, e como aqui tudo é elétrico (do aquecedor ao fogão), não tivemos muito o que fazer por uma hora muito fria. Saudade do bom velhos gás!
Ainda bem que já tinha feito o almoço, senão, ia ficar sem como cozinhar. Fazer as batatinhas sem forno não ia ficar bom. Nem os legumes no vapor. Eu faço tudo isso para a menina comer e ficar forte, mas quem acaba comendo sou eu, porque ela não é muto fã de legumes, como qualquer criança. Mas, um ou outro ela come, sempre negociando entre um e outro.
Hoje eu saí, com meu amigo português, o Alvaro. Fomos a Skerries, um town muito perto aqui de Rush, que dá até para ir a pé, e é uma graça, parece Búzios, só que frio. Os barzinhos na orla, uma graça mesmo! Ficamos lá conversando um tempão, e depois ele me trouxe aqui e seguiu para Dublin.
O dentinho da Clara caiu, ela estava toda feliz. Alguém vai ganhar uma moedinha da fada hoje. :)
Andamos de patins (ela, eu corro atrás dos patins), pintamos desenhos, fizemos bola. Faltou luz, e como aqui tudo é elétrico (do aquecedor ao fogão), não tivemos muito o que fazer por uma hora muito fria. Saudade do bom velhos gás!
Ainda bem que já tinha feito o almoço, senão, ia ficar sem como cozinhar. Fazer as batatinhas sem forno não ia ficar bom. Nem os legumes no vapor. Eu faço tudo isso para a menina comer e ficar forte, mas quem acaba comendo sou eu, porque ela não é muto fã de legumes, como qualquer criança. Mas, um ou outro ela come, sempre negociando entre um e outro.
Hoje eu saí, com meu amigo português, o Alvaro. Fomos a Skerries, um town muito perto aqui de Rush, que dá até para ir a pé, e é uma graça, parece Búzios, só que frio. Os barzinhos na orla, uma graça mesmo! Ficamos lá conversando um tempão, e depois ele me trouxe aqui e seguiu para Dublin.
O dentinho da Clara caiu, ela estava toda feliz. Alguém vai ganhar uma moedinha da fada hoje. :)
sábado, 22 de abril de 2017
Rush, 20 e 21 de abril de 2017
Dia 20:
Voltar para casa é bom! Pelo menos aqui é como uma casa para mim. E hoje consegui dormir 4h30 direto, muito raro. Meu sono é sempre interrompido, em sequências de 1h em 1h, ou 2h em 2h. Raro eu dormir quase 5 ou 6 horas em sequência. Acho que a dança faz muita falta aí, porque eu me canso, pero no mucho.
Hoje é folga ainda, mas como eu moro com a família, a Clara acha que eu estou trabalhando, mesmo eu dizendo que eu estou aqui, mas não estou aqui. ha ha
Acabo brincando com ela, porque é divertido, mas antes de brincar escrevi e tentei postar umas fotos. A questão é que tirei cerca de 300 fotos, então, que preguiça de colocar! Até porque meu computador é antigo, e mesmo o wifi sendo rápido na casa, ele embaça para colocar, e as vezes, faz que coloca e não coloca, e eu não tenho mais paciência para perder tempo online.
Quando a vida real é melhor que a virtual (e graças a Deus por isso), ficar de cara com um computador pode ser maçante. Fui criada brincando na rua, no quintal, nunca fui de ficar trancada. Logo, ainda não gosto. Por isso que gosto de viajar, porque quando a gente viaja, ao menos eu, me sinto obrigada a sair cedo do hotel e dar uma volta para conhecer. Acho que trauma de quando era criança e meu pai demorava 2h no banho, e a gente perdia um bom pedaço do dia esperando por ele.
Então, o dia hoje foi de descanso e brincadeira!
Dia 21:
Dia de trabalho! Hoje vou levar a Clara no cinema. Ok, passear no expediente pode parecer legal, mas já cuidou de uma criança? É divertido, mas uma responsabilidade tremenda. Sempre mantendo os olhos nela, porque criança é curiosa, e vai para várias direções ao mesmo tempo, e você tem que acompanhar o ritmo. O ônibus atrasou, e perdemos a sessão. Não deu para pegar os trailers, já tinha passado 25 minutos, então, tivemos que esperar pela sessão das 13h30.
Aí fomos em várias lojas, e depois levei ela para comer. Eu mesma não quis comer, porque não curto junk food, mas poderia tomar um café e não tomei. Na hora estava meio inapetente, porque já disse, é uma responsabilidade. E saber explicar que tem um dinheiro certo para cada coisa, que se passar, não tem para a bala, e para a pipoca. Da próxima vez, tenho que lembrar de trazer um lanche, como fiz de outras vezes, hoje esqueci. Porque tem que ter uma fruta ou um biscoito para beliscar. O filme acabou sendo longo e as duas com fome no final. Pedi para ela me lembrar do "picnic" da próxima vez.
Vimos a "Bela e a Fera", versão com pessoas do desenho da década de 90. Lembro que vi menina o desenho no cinema, e me impactou muito. Não foi diferente o filme, acho que gostei mais que a Clara, porque me trouxe uma série de lembranças, e a fotografia e figurino do filme são perfeitos. Os atores escolhidos a dedo, a Emma Watson está realmente a cara da Bela, parece que ela nasceu para a personagem. Fiquei muito comovida com a história. Essas histórias infantis são interessantes, porque passam uma mensagem, nesse filme especificamente, de não julgar pelas aparências.
Voltamos correndo para não perder o ônibus, Aqui o ônibus n]ao passa toda hora, então tem que estar no ponto. Se ele atrasa é uma coisa, a gente que não pode atrasar.
quinta-feira, 20 de abril de 2017
Londres, 18 e 19 de abril de 2017
Dia 18:
Amanheceu um dia lindo, muito ensolarado. O hostel é muito agradável, mas mesmo assim, tive dificuldades para dormir. Que bom que acordei com esse dia lindo! O café é bem grande, tem muito cereal (6 tipos), fruta, suco, torradas, queijo, manteiga, geléia, mel, yogurte, café com leite (mas o café -café mesmo - era horrível, deixei todo). Deu uma força para começar o dia. Estou levando o resto do meu sanduíche de ontem como lanche, junto com suco e um saco de batatinhas. Vou comer no parque mais tarde.
Fiquei meio perdida para achar o ponto do city tour. Mas acabei achando. Esse Big Tour (existem outros, mas entrei nesse) achei muito bom, porque além de você passear pela cidade toda, ainda ganha um passeio de barco pelo rio Tâmisa, e hoje está sol, perfeito para um passeio de barco.
Dei uma volta de ônibus até o ponto onde se pega o barco. Ia pegar na direção do London Eye, mas perdi por um minuto. Não tem problema, vou na direção de Greenwich, e de lá desço de novo, e já com um lugar sentada. Vai demorar 1h30 de passeio, mas estou sem pressa nenhuma, ainda mais que meus amigos desmarcaram a janta. Já é a segunda vez que ela desmarca um jantar, com a mesma desculpa. A primeira foi no Rio (perdeu a hora de sair de Ilha Grande), a outra aqui. Ou ela é muito enrolada (porque vive perdendo as conexões, a desculpa foi perder o avião agora), ou é boa em dar desculpa que não vai magoar. Ainda bem que fiquei por conta própria, num hostel, imagina se conto com ela para hospedagem? Ia ficar na rua, porque ela até convidou, mas quando disse que ainda ia chegar de viagem, eu achei melhor não atrapalhar. Morri numas libras, mas ganhei em liberdade.
Londres é uma cidade que eu recomendo para passear, porque é tão bem sinalizada, que não tem como se perder. Logo, quem tiver pouco tempo e quiser conhecer uma cidade legal, venha para cá, porque é muito fácil se locomover aqui.
Fora que cada ponto tem uma história, remete a um livro, a um filme, a uma série. Não tem como não lembrar de James Bond, de Mary Poppins, de Brigitte Jones, de Harry Potter, de Mr. Bean, de Peter Pan, do urso Paddington, do filme "Notting Hill", de Oliver Twist, de Beatles, de Rollings Stones, de Bowie, de Queen, de Elton John. Cada calçada dá para imaginar esses personagens e essas pessoas caminhando. Tantos cenários de tantas histórias da vida real e da ficção.
Vi a rua onde Mary Quant criou a mini saia na década de 60, e onde os Sex Pistols se reuniam na década de 70. História por onde se passa! Nem precisa entrar em museu, mas se puder entrar, eu recomendo. Eu, com orçamento apertado, só olhei. Vim, vi, fotografei. No bom estilo, "mãe, olha eu aqui!" :)
Andei por Notting Hill, por Porto Belo Road, e a feira só acontece sábado, mas tirei uma foto e tomei um café com panquecas lá, só para registro. E mais a frente, ainda na mesma vizinhança, a casa do escritor James M. Barry, que escreveu "Peter Pan". No parque em frente tem a estátua do menino que não queria crescer.
Isso que me impressiona positivamente aqui: a história muito bem conservada. Passei por uma ponte hoje em que construíram uma nova mas mantiveram os pilares da antiga só porque era historicamente relevante. Num dia em que escutei que queriam leiloar o "Planetário da Gávea", porque o terreno seria de concessão de uma empresa privada, fica a certeza que país que vai para a frente é país que investe em sua história e em seu patrimônio cultural.
Comprei um livro do urso "Paddington" para a Clara. Tenho certeza que ela vai adorar. Seu primeiro livro em inglês. Esse ursinho é tão querido aqui que tem uma estátua dele na estação de trem de Paddington (onde cheguei ontem vinda do aeroporto).
Antes de ir para o hotel, passei por Carnaby St. para fotografar. Tem muitas botiques, e bares bem descolados, e música rolando. Bem perto do meu hotel. Acho que acertei em cheio em ficar no Soho. Bem localizado, dá para andar para vários lugares, e tem restaurantes, lojas bem pertinho, teatros. Acertei! Quando contei para minha amiga que estava no Soho, ela disse que era legal, mas preferia Chelsea e Notting Hill. Bom, para morar eu também preferiria, mas como turista de orçamento apertado, fico num bairro mais bem localizado, onde não gasto com condução e tenho tudo ao meu alcance.
Dia 19:
A malha ferroviária aqui é divina. Por isso que inglês não atrasa, não tem como se vier de trem ou metrô. Se vier de ônibus, é outra história, porque como toda cidade grande, tem tráfego nas horas de pico.
Quando vim do aeroporto, vim de trem. Vou de trem também para o outro aeroporto. dessa vez por Victoria Station. Mas como meu avião era só as 22h, tirei o dia para andar a cidade. Fiz a pé do hostel até o museu de Madame Tussauds. No caminho, passei por Regent's Park, e tirei muita foto. Que flores, que bem cuidado! A fila e o preço do museu me desanimaram de entrar. Mais a fila que o preço. Até pagaria as 40 £ para entrar e ver as milhares de estátuas de cera perfeitas, mas eu fiquei lá por 30 minutos e nada da fila andar.
Quem andou fui eu. Até o Hyde Park. Já vim auqi, mas não andei tudo. E o tempo de hoje pede local aberto. Consigo até imaginar shows rolando ali. Que sensacional! Grama boa para sentar e fazer pic nic, inúmeras arvores. Um lago imenso cheio de aves. Tirei poucas fotos, mais com o celular, porque pela primeira vez em cinco dias, a câmera descarregou. Mas ela durou hein? Um bom investimento, essa câmera de segunda mão semi-profissional.
Almocei num restaurante bonitinho, uma saladinha, e fui andando para a estação. Cheguei muito cedo no aeroporto, mas esperei, porque para trocar a passagem era caríssimo. A internet não era boa no aeroporto, então eu fiquei meio entediada. Mas o vôo veio rápido, felizmente, e eu cheguei antes de meu transfer. O melhor de viajar é poder voltar para casa!
Tinha até bolo quando cheguei, viva!
segunda-feira, 17 de abril de 2017
Londres, 17 de abril de 2017
Acordei muito cedo porque é feriado e não tinha condução. Ganhei carona até Swords mas também não tinha ônibus, mas dei sorte de uma mulher também ia para o aeroporto e rachamos o táxi. Saiu quase o preço do ônibus.
É a primeira vez que venho a Londres e não queria perder o vôo que saiu tão barato.
O avião só levou uma hora exata. Nem sabia para one ir. Achei prudente pegar o trem. E foi ótimo realmente. Em 15 minutes estava num local central. Entrei no city tour, que é o que faço quando não conheço nada. Acertei de novo, fez um trajeto perfeito. Pegou o Hyde Park, George St., Wimpole St., Soho, Trafalgar Square, Palacio de Buckingham, Big Ben, London Eye, algumas pontes muito conhecidas, Abbey St. London Tower. Desci aí e voltei pela beira do Tâmisa. Vi muitas coisas que já tinha fotografado e outras que não dava para ver do ônibus. Fotografei com o celular para mandar para o povo. Dei a sorts de passar pelo Big Ben as 17h em ponto e ouvir ele tocar. Foi bem emocionante. Pensei na minha mãe, ela ia gostar de estar aqui.
Londres é muito bonita e tem muita gente. Muito turista fotografando como eu, e olha que vim em dia de semana. Gosto mais de morar na Irlanda, mas adorei vir aqui. É exatamente como pensei.
Consegui o wi-fi de uma cabine publica e pesquisei hostels. Já é hora de sossegar porque amanhã tem mais. Acertei de novo, um hostel no Soho chamado SoHostel, e peguei um quarto coletivo feminino todo novinho no último andar.
Londres é muito caro, e tive que ir no mercado para comprar um lanche e creme, porque no aeroporto jogaram o meu fora. Pena! Mas ainda bem que foi a única inconveniência da viagem. Está tudo mais que bom!
É a primeira vez que venho a Londres e não queria perder o vôo que saiu tão barato.
O avião só levou uma hora exata. Nem sabia para one ir. Achei prudente pegar o trem. E foi ótimo realmente. Em 15 minutes estava num local central. Entrei no city tour, que é o que faço quando não conheço nada. Acertei de novo, fez um trajeto perfeito. Pegou o Hyde Park, George St., Wimpole St., Soho, Trafalgar Square, Palacio de Buckingham, Big Ben, London Eye, algumas pontes muito conhecidas, Abbey St. London Tower. Desci aí e voltei pela beira do Tâmisa. Vi muitas coisas que já tinha fotografado e outras que não dava para ver do ônibus. Fotografei com o celular para mandar para o povo. Dei a sorts de passar pelo Big Ben as 17h em ponto e ouvir ele tocar. Foi bem emocionante. Pensei na minha mãe, ela ia gostar de estar aqui.
Londres é muito bonita e tem muita gente. Muito turista fotografando como eu, e olha que vim em dia de semana. Gosto mais de morar na Irlanda, mas adorei vir aqui. É exatamente como pensei.
Consegui o wi-fi de uma cabine publica e pesquisei hostels. Já é hora de sossegar porque amanhã tem mais. Acertei de novo, um hostel no Soho chamado SoHostel, e peguei um quarto coletivo feminino todo novinho no último andar.
Londres é muito caro, e tive que ir no mercado para comprar um lanche e creme, porque no aeroporto jogaram o meu fora. Pena! Mas ainda bem que foi a única inconveniência da viagem. Está tudo mais que bom!
domingo, 16 de abril de 2017
Rush, 16 de abril de 2017
É a segunda vez que passo a Páscoa em outro país, mas é a primeira vez que sinto, porque na outra, quando cheguei na África, não deu tempo de sentir, porque foi exatamente o domingo de chegada, então tinha muito o que fazer.
Como já estou na Irlanda há algum tempo, hoje senti saudade de almoçar com minha mãe. Mas o bom de morar com uma família é que comi com a Clara o almoço, e jantei com a Bárbara. Logo, passei o dia acompanhada, embora tenha sentido saudade da dona Alicinha.
Choveu hoje, então ficamos em casa o tempo todo, e foi bom para me livrar da gripe. Ainda tem um pouco, mas bem pouco, o mal-estar se foi, felizmente.
Amanhã ainda é semi-feriado aqui, dessa forma, vou aproveitar a carona para o aeroporto. Vou fazer uma micro viagem para Londres e o primeiro ônibus passa às 8h aqui. Outro dia cheguei atrasada e perdi o horário do banco porque o ônibus quebrou. Não vou dar esse mole, e vou esperar o "trem na estação". O horário do banco tem outro de graça, se eu perder o vôo, aí não tem jeito.
Posso cochilar no avião, fora que se me cansar, caio no hostel mesmo. Na verdade, não tenho hostel ainda, mas lá tem tantos, que o que achar mais em conta no meio do caminho eu vou nesse mesmo. E terça vou jantar com meus amigos, então, estou bem.
Mas, ando tão cansada que não estou tão empolgada com a viagem. Até porque vou sozinha, e já ando cansada de 40 anos de aventuras a solo. Era animado antes, mas agora eu sinto falta de companhia.
Como já estou na Irlanda há algum tempo, hoje senti saudade de almoçar com minha mãe. Mas o bom de morar com uma família é que comi com a Clara o almoço, e jantei com a Bárbara. Logo, passei o dia acompanhada, embora tenha sentido saudade da dona Alicinha.
Choveu hoje, então ficamos em casa o tempo todo, e foi bom para me livrar da gripe. Ainda tem um pouco, mas bem pouco, o mal-estar se foi, felizmente.
Amanhã ainda é semi-feriado aqui, dessa forma, vou aproveitar a carona para o aeroporto. Vou fazer uma micro viagem para Londres e o primeiro ônibus passa às 8h aqui. Outro dia cheguei atrasada e perdi o horário do banco porque o ônibus quebrou. Não vou dar esse mole, e vou esperar o "trem na estação". O horário do banco tem outro de graça, se eu perder o vôo, aí não tem jeito.
Posso cochilar no avião, fora que se me cansar, caio no hostel mesmo. Na verdade, não tenho hostel ainda, mas lá tem tantos, que o que achar mais em conta no meio do caminho eu vou nesse mesmo. E terça vou jantar com meus amigos, então, estou bem.
Mas, ando tão cansada que não estou tão empolgada com a viagem. Até porque vou sozinha, e já ando cansada de 40 anos de aventuras a solo. Era animado antes, mas agora eu sinto falta de companhia.
sábado, 15 de abril de 2017
Rush, 15 de abril de 2017
Minha gripe parece sem fim, mas ainda bem que só afeta o nariz, e um pouco da minha força. Ando cansada por conta disso, Então foi difícil brincar na praia hoje, porque o sol estava até quentinho, mas o vento me perturbava muito. O melhor seria ficar indoors, mas tenho que levar a Clara para pegar um sol, então me protejo do vento do jeito que posso.
Voltamos para casa para secar as conchas, elas estavam já lavadinhas. Estão no jardim agora. Fui para cozinha fazer coockies. Fácil, que já vem pronto, só cortar a massa. Ficou pronto rapidinho, e até que é bom, tem muito pedaço de chocolate mesmo.
Fizemos yoga, dançamos, pegamos varetas, uma tarde bem divertida, mas por conta da gripe, estaa meio arriada já as 16h. O banho e a pizza me fizeram ficar melhor. Mas agora as 21h, estou auqi de frente p pc e para a tv e estou quase fazendo "a passagem" para o mundo de morpheus.
Nite, nite!
Voltamos para casa para secar as conchas, elas estavam já lavadinhas. Estão no jardim agora. Fui para cozinha fazer coockies. Fácil, que já vem pronto, só cortar a massa. Ficou pronto rapidinho, e até que é bom, tem muito pedaço de chocolate mesmo.
Fizemos yoga, dançamos, pegamos varetas, uma tarde bem divertida, mas por conta da gripe, estaa meio arriada já as 16h. O banho e a pizza me fizeram ficar melhor. Mas agora as 21h, estou auqi de frente p pc e para a tv e estou quase fazendo "a passagem" para o mundo de morpheus.
Nite, nite!
sexta-feira, 14 de abril de 2017
Rush, 14 de abril de 2017
Estava meio gripada, e acordei mais tarde, até porque a Clarinha dormiu bastante também. O dia estava frio, mas fomos na praia fazer castelo e catar conchinhas. Já tinha o cronograma todo pronto, porque ela desenha o cronograma todo dia antes.
Cuidar de criança é muito legal! Eu nunca tive a experiência de ser mãe, fui tia, madrinha e madrasta. Também dei aula para os pequenos, mas acho que levo jeito para entretê-los. Eu cuido dela, mas ela cuida bem mas de mim, porque se não fosse a Clara, meu dia-a-dia ficaria menos divertido.
Ainda estou meio abalada pelo mau-trato psicológico que recebi. É porque na Irlanda não tem Delegacia da Mulher, senão eu tinha ido lá, porque foi abusivo e chocante. Bom que moro em outra cidade, e tudo que faço em Dublin é em grupo.
Aqui em Rush é como morar na Búzios dos anos 70 e 80. Pequeno, costeiro, bonito, cheio de barquinhos, longas praias de areia rala. E estou a 50 minutos de Dublin, então é muito aprazível. Que sorte eu dei realmente de ter esse emprego de au pair.
Acho que tenho sido uma boa companhia para a criança, ela tem comido melhor e saudável, já que eu cozinho muito legume e fruta, porque é o que eu como mesmo.
Atualmente tenho sentindo muita falta de casa, tavel pelo fato de viver com uma família,sinto saudade da minha. E sinto saudade do Guilherme. Talvez esses dois quase namoros ruins que tive foram um sinal. Devo ficar só por um tempo. Me focar no trabalho, na prova, na bolsa e na peça.
The best is about to come!
Cuidar de criança é muito legal! Eu nunca tive a experiência de ser mãe, fui tia, madrinha e madrasta. Também dei aula para os pequenos, mas acho que levo jeito para entretê-los. Eu cuido dela, mas ela cuida bem mas de mim, porque se não fosse a Clara, meu dia-a-dia ficaria menos divertido.
Ainda estou meio abalada pelo mau-trato psicológico que recebi. É porque na Irlanda não tem Delegacia da Mulher, senão eu tinha ido lá, porque foi abusivo e chocante. Bom que moro em outra cidade, e tudo que faço em Dublin é em grupo.
Aqui em Rush é como morar na Búzios dos anos 70 e 80. Pequeno, costeiro, bonito, cheio de barquinhos, longas praias de areia rala. E estou a 50 minutos de Dublin, então é muito aprazível. Que sorte eu dei realmente de ter esse emprego de au pair.
Acho que tenho sido uma boa companhia para a criança, ela tem comido melhor e saudável, já que eu cozinho muito legume e fruta, porque é o que eu como mesmo.
Atualmente tenho sentindo muita falta de casa, tavel pelo fato de viver com uma família,sinto saudade da minha. E sinto saudade do Guilherme. Talvez esses dois quase namoros ruins que tive foram um sinal. Devo ficar só por um tempo. Me focar no trabalho, na prova, na bolsa e na peça.
The best is about to come!
quinta-feira, 13 de abril de 2017
Dublin, 11, 12 e 13 de abril de 2017
Dia 11:
Confesso que não dormi bem. O Mark não está acostumado a
dormir com ninguém, então ele simplesmente vira de costas e dorme. Sem abraço,
sem cafuné, e latinos gostam de um chamego não é, então, não é bom dormir
“desgrudado” principalmente num lugar frio.
Sinto minha garganta, acho quer foi o banho terrível que
tomei ontem, porque novamente o chuveiro estava quebrado. Descobri que os
coreanos são coreanas. Que lindo! Meu namorado divide a casa com três garotas
na casa dos 20 anos. Xuxu! Nem vou falar nada, abstraí.
Vou para Londres segunda-feira. Foi o único lugar barato que
sobrou. Ok, lá é caro, digo passagem barata. Como eu fui a última das moicanas
a comprar uma passagem para o feriado de Páscoa, só me restou o país vizinho.
Mas vai ser legal, já combinei de jantar terça-feira com a
Julia e o Eric, que conheci em Foz do Iguaçu. E no mais, vou andar a cidade
toda e me jogar no primeiro hostel que aparecer. Só vou levar minha mochila
pequena e duas mudas de roupa. Não preciso mais que isso!
Óbvio que preferia ir com meu namorado, mas ele vai
trabalhar, então eu vou eu mesma. Até porque acho que vou me divertir mais
sozinha. Geralmente me divirto bem sozinha, mas com 40 anos confesso que queria
uma companhia. As pessoas namoram, mas algumas não sabem o sentido de amizade e
companheirismo dentro de uma relação. Nisso tenho que tirar o chapéu para meu
ex-marido, e para o Guilherme, que estava sempre presente. Aliás, o Guilherme é
presente, porque como nossa amizade continuou, ele sempre pergunta como está,
fica preocupado. Ele não quer namorar comigo, mas ele é amigo e companheiro,
ele sabe que mesmo distante, é bom ter uma pessoa se preocupando comigo que não
seja só minha velha mãe.
Como eu já namorei gente de outros países antes, digo que
meus melhores namorados foram brasileiros, e um israelense, que eu quase casei
com ele inclusive. Mas, não importa a nacionalidade, carinho e atenção é o que
basta.
Hoje teve ballet, fui com Father John. Esse meu tio (já posso chamá-lo assim) é sempre uma
companhia agradabilíssima. Gosta de cultura como ninguém. Mas assistir ao
ballet me fez ter certeza de que preciso continuar o ballet. Meu corpo sente
falta e minha alma mais ainda.
Voltei no ônibus com a certeza que após o feriado de páscoa
vou procurar um grupo de dança urgentíssimo.
Dia 12:
Não tem internet! Como postar meu dia de ontem e de hoje¿ Só
com paciência. Já avisamos a companhia telefônica. Acordei com a garganta meio
mal, e aqui na Irlanda já aprendi que se ficar um pouco mal, é melhor repousar
um dia, que perder vários.
Como fiquei em casa, escrevi meu projeto de mestrado, e fiz yoga. Lavei a cabeça também, cozinhei uns legumes para mim e para a família.
Tudo estava indo bem até que algo muito desagradável aconteceu. Não vou comentar, porque tem pessoas que merecem um texto de descontentamento, e outras que merecem o puro esquecimento. Esse é o caso. Bem que dizem que quando você fica melhor financeiramente as vezes seu lado amoroso despenca. Esse despencou feio até o lodo do poço do nada. Pure Oblivion! In the most deepest puddle!
Dia 13:
Hoje acordei cedo para abrir minha conta e surpresa!!! O ônibus quebrou, e eu cheguei atrasada, mesmo avisando, e não abriram minha conta, deixaram para 15 de maio. Sim, maio!!!
Fui para a escola, antes comprei um lanche. Ainda bem que a super Elô buscou meu relógio, porque se olhasse para a cara do ser desumano ia quebar-lhe os dentes, porque é o que um covarde sem caráter merece. Sem mais sobre esse dispicable.
Ainda bem que o Guilherme é um amigão e disse para eu não me preocupar com opinião de gente baixa, porque ele sabe quem eu sou e meu valor. E como o Gui é minha referência de homem, obrigada! Que bom que tenho você, e a Elô, e a família que me acolheu, e meus familiares e amigos no Brasil.
Voltei para Rush feliz que amanhã é dia de baby sitting. So long, Dublin!
segunda-feira, 10 de abril de 2017
Rush e Dublin, 9 e 10 de abril de 2017
Dia 9:
Primeiro dia no novo emprego oficialmente! Impressionante
que coisas básicas como ter uma cama e um banheiro ganham uma dimensão tão
grande e diferenciada quando temos um de novo, após um longo período dividindo
com muitas pessoas. Não que eu não valorizasse antes, agora valorizo mais
ainda. É bom ter privacidade!
A menininha não me acordou, foi ver televisão, e foi assim
que a encontrei. Preparei o café para nós, e ela quis cochilar. Descobri que
levo jeito para ser babá. Acho que algumas habilidades descobrimos com o tempo.
Já sabia que crianças gostavam de mim, mas não sabia que seria capaz de cuidar
delas. É uma grande responsabilidade, but
I can handle it!
Desenhamos, fizemos bola de sabão, subimos em árvore,
andamos de bicicleta, fizemos pirulitos de chocolate, brincamos de maquiagem,
de boneca, e foi um dia bem animado. Os pais chegaram e eu nem liguei muito de
ir embora. Fui pintar meu cabelo (na verdade descolorir), tomei banho, e fui ao
mercado. Deixei para vir para Dublin amanhã. Não que eu não esteja com saudade
do Mark, estou sim, mas pela primeira vez me sinto bem e confortável numa casa.
Dia 10:
Acordei na hora de sempre. Hoje tenho que ver quanto tempo
levo de Rush até Dublin. Não posso me atrasar nem ter faltas, porque vou faltar
todas as sextas. De qualquer maneira, me sinto bem por morar fora de um centro
urbano. Rush é litoral e campo ao mesmo
tempo, e muito bonito.
Levei 50 minutos, porque muita gente pega o ônibus, mas não
lota. Achei tranqüilo, porque saí às 11h, logo, plenty of time. Passei na Penney’s
para ver camisetas em liquidação, comprei almoço no Insomnia, e fui para a aula. Hoje foi com o John, não gosto da Jane
porque já ficou claro que ela não gosta de mim, so I don´t care. O que me importa é o Ielts.
Da escola fui encontrar a Zandra, e de lá fomos ao teatro.
Todos gostaram do meu cabelo (ou ao menos disseram que sim). Saí as 20h45 e fui
para a casa do Mark. Estou aqui, escrevendo em frente a lareira. Sweet!
domingo, 9 de abril de 2017
Dublin e Rush, 8 de abril de 2017
Eu dormi hoje na residência estudantil porque a casa do Mark está uma bagunça. Ele recebeu 3 Coreanos, e em menos de 2 dias, já quebraram o chuveiro e entupiram as privadas... engraçado, pero no mucho, ficar sem toilet não é bom.
Mas o bom de ter ficado na residência, é que fomos todos juntos para nos escrevermos como extras de Game of Thrones. Fomos um grupo grande, eu, o Luis, o Caíque, a Jaqueline, a Carolina, e de fora da residência, minha amiga Elô e uma amiga.
Tinha uma fila imensa, mas foi rápido, e é bom que no futuro podemos ganhar um extra como figurantes em algumas produções BBC e HBO.
Almoçamos quase todos junto, num lugar bem bacana em Smithfield Meal Weagon, e era um sanduba imenso com fritas. Eu e Luís voltamos andando rápido, porque vamos mudar hoje, ele para Dublin 17 e eu para uma cidade perto, Rush. Finalmente meu primeiro emprego, e com moradia, vou ser au pair.
Minhas malas já estavam arrumadas, só tive que acrescentar as coisas de toilet e arrumar os sapatos... o transfer que pedi para Rush deu a volta no mundo, ainda bem que estabeleci um preço fixo, senão ia ficar caríssimo. Ele fez o maior caminho, tenho certeza, porque sexta eu vim de ônibus e foi bem mais rápido. E de ônibus!
Aqui em Rush a menininha me recebeu. Ana Clara, já fala inglês, e está esquecendo o português. Minha missão é não deixar que ela esqueça, e ajudar com dever de casa, e fazer com que ela coma melhor, porque come igual passarinho. Eu também como como passarinho, fazer o quê? :)
Gostei da casa, frente para a praia, jardim, e eu tenho meu quartinho. Ela é fofa, disse que posso usar os perfumes dela. E os pais me acolheram super bem. Fico aliviada de por pelo menos uns meses não me preocupar onde vou dormir e o que comer. O que para todo mundo é normal, ter um quarto e um banheiro, para mim foi um alívia saber que tenho isso agora, e tirei até foto e postei, tamanha a minha felicidade.
Dormi bem!
Mas o bom de ter ficado na residência, é que fomos todos juntos para nos escrevermos como extras de Game of Thrones. Fomos um grupo grande, eu, o Luis, o Caíque, a Jaqueline, a Carolina, e de fora da residência, minha amiga Elô e uma amiga.
Tinha uma fila imensa, mas foi rápido, e é bom que no futuro podemos ganhar um extra como figurantes em algumas produções BBC e HBO.
Almoçamos quase todos junto, num lugar bem bacana em Smithfield Meal Weagon, e era um sanduba imenso com fritas. Eu e Luís voltamos andando rápido, porque vamos mudar hoje, ele para Dublin 17 e eu para uma cidade perto, Rush. Finalmente meu primeiro emprego, e com moradia, vou ser au pair.
Minhas malas já estavam arrumadas, só tive que acrescentar as coisas de toilet e arrumar os sapatos... o transfer que pedi para Rush deu a volta no mundo, ainda bem que estabeleci um preço fixo, senão ia ficar caríssimo. Ele fez o maior caminho, tenho certeza, porque sexta eu vim de ônibus e foi bem mais rápido. E de ônibus!
Aqui em Rush a menininha me recebeu. Ana Clara, já fala inglês, e está esquecendo o português. Minha missão é não deixar que ela esqueça, e ajudar com dever de casa, e fazer com que ela coma melhor, porque come igual passarinho. Eu também como como passarinho, fazer o quê? :)
Gostei da casa, frente para a praia, jardim, e eu tenho meu quartinho. Ela é fofa, disse que posso usar os perfumes dela. E os pais me acolheram super bem. Fico aliviada de por pelo menos uns meses não me preocupar onde vou dormir e o que comer. O que para todo mundo é normal, ter um quarto e um banheiro, para mim foi um alívia saber que tenho isso agora, e tirei até foto e postei, tamanha a minha felicidade.
Dormi bem!
sábado, 8 de abril de 2017
Dublin, 7 de abril de 2017
Bom dia de sol e frio! Primavera só no azul do céu. mas como os irlandeses já estão acostumados, tem gente de camiseta.
Fui ver um apartamento, num lugar bom, mas só de menino. Então pegou o banheiro. Dividir banheiro com homem é meio complicado.
Fiquei de dar a resposta, porque o valor é bom, mas na verdade eu tenho uma oportunidade de emprego que talvez eu possa morar, porque é um trabalho de au pair.
Depois da aula, fui até Swords para ver o emprego, parece que vai vingar, e se vingar eu vou ter onde morar e aí minha vida fica nos eixos. Posso morar lá mas só cuido da menina 3 dias. Ainda posso ter outro emprego, de 4 dias na semana.
Logo, dedos cruzados.
Voltei, lanchei com a Elô, e depois vou ver o Mark. Amanhã tem audição de Game of Thrones.
Fun, fun, fun!
Fui ver um apartamento, num lugar bom, mas só de menino. Então pegou o banheiro. Dividir banheiro com homem é meio complicado.
Fiquei de dar a resposta, porque o valor é bom, mas na verdade eu tenho uma oportunidade de emprego que talvez eu possa morar, porque é um trabalho de au pair.
Depois da aula, fui até Swords para ver o emprego, parece que vai vingar, e se vingar eu vou ter onde morar e aí minha vida fica nos eixos. Posso morar lá mas só cuido da menina 3 dias. Ainda posso ter outro emprego, de 4 dias na semana.
Logo, dedos cruzados.
Voltei, lanchei com a Elô, e depois vou ver o Mark. Amanhã tem audição de Game of Thrones.
Fun, fun, fun!
sexta-feira, 7 de abril de 2017
Dublin, 6 de abril de 2017
Talvez seja o início de uma espiral positiva aqui. Se existe um ditado muito certo, é "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". Devemos ser essa água, sempre. Tem gente mais "bumbum para a lua" que não precisa. Acredito nessa questão da estrela. Mas 95% do tempo não é estrela não, é a iniciativa mesmo que faz o povo ir para a frente.
Logo, seguindo com minha fase cachoeira, disparo currículos diários, de 15 a 20. Alguns me dão retorno, e mesmo que seja um não, a certeza que o currículo é bom me anima. Afinal, uma hora alguém vai esquecer esse mero detalhe do número do stamp e pensar em mim como um ser humano qualificado.
Meu tempo para que isso ocorra é reduzido, porque meu dinheiro vai acabar, e antes de acabar tenho um meta, que é viajar. Logo, preciso emprego e aluguel barato. Nessa demanda, já consegui para amanhã ver uma vaga (sorry, quarto aqui é artigo de luxo hoje em dia) amanhã, e tenho uma entrevista como au pair em Sword, um town muito muito perto de Dublin.
Sei que essas são minhas primeiras opções, mas gostaria muito que desse certo porque preciso deixar a residência estudantil com urgência. So, good luck for me!
Preciso falar sobre o Bunsen. Sei que é total quebra de assunto, mas o Bunsen é o melhor hamburguer com milkshake de Dublin, e me desculpem se já falei antes. Antes de ir ao teatro ensaiar, passei por lá. Mark sempre me diz que tem fila de espera de horas, nesse quesito dou sorte, porque sempre chego, entro, sento e como.
Fui para o teatro. Já contei que trabalho para uma companhia chamada Leeson Park Players, que está na ativa desde 1973, fazendo uma peça por semestre. Essa realmente tem sido a cereja do bolo aqui, porque fazer uma peça no estrangeiro não tem preço. Interessante que a sala de figurino do lugar tem de tudo.
Eu vou aparecer numa cena (no primeiro ato), então meu figurino está decidido, mas o que me impressionou é que eles têm um acervo intacto de roupas do séc 19 e 20 totalmente intactos e com cheiro de bem guardado, não de naftalina e mofo.
O ensaio te sido ótimo, eu sou a assistente da diretora, ajudo nas falar, e quando alguém falta, lá vou eu para o palco desenrolar meu inglês. Se tem uma coisa para me orgulhar aqui nessa fria cidade é isso: subo no palco e falo como eles. Claro que não tenho um acento Irlandês, falo com acento dos Estados Unidos (influência do CCAA, músicas e filmes), mas poucos notam que sou estrangeira, e isso me deixa orgulhosa, não porque queira me "engrigrecer" mas porque estava buscando uma excelência no idioma e tenho conseguido. E esse mérito é só meu.
Na torcida aqui pela possibilidade de good news amanhã.
Ps: Saiu no jornal. Audição de extras para Game of Thrones no sábado. Adivinha quem vai? :D
Logo, seguindo com minha fase cachoeira, disparo currículos diários, de 15 a 20. Alguns me dão retorno, e mesmo que seja um não, a certeza que o currículo é bom me anima. Afinal, uma hora alguém vai esquecer esse mero detalhe do número do stamp e pensar em mim como um ser humano qualificado.
Meu tempo para que isso ocorra é reduzido, porque meu dinheiro vai acabar, e antes de acabar tenho um meta, que é viajar. Logo, preciso emprego e aluguel barato. Nessa demanda, já consegui para amanhã ver uma vaga (sorry, quarto aqui é artigo de luxo hoje em dia) amanhã, e tenho uma entrevista como au pair em Sword, um town muito muito perto de Dublin.
Sei que essas são minhas primeiras opções, mas gostaria muito que desse certo porque preciso deixar a residência estudantil com urgência. So, good luck for me!
Preciso falar sobre o Bunsen. Sei que é total quebra de assunto, mas o Bunsen é o melhor hamburguer com milkshake de Dublin, e me desculpem se já falei antes. Antes de ir ao teatro ensaiar, passei por lá. Mark sempre me diz que tem fila de espera de horas, nesse quesito dou sorte, porque sempre chego, entro, sento e como.
Fui para o teatro. Já contei que trabalho para uma companhia chamada Leeson Park Players, que está na ativa desde 1973, fazendo uma peça por semestre. Essa realmente tem sido a cereja do bolo aqui, porque fazer uma peça no estrangeiro não tem preço. Interessante que a sala de figurino do lugar tem de tudo.
Eu vou aparecer numa cena (no primeiro ato), então meu figurino está decidido, mas o que me impressionou é que eles têm um acervo intacto de roupas do séc 19 e 20 totalmente intactos e com cheiro de bem guardado, não de naftalina e mofo.
O ensaio te sido ótimo, eu sou a assistente da diretora, ajudo nas falar, e quando alguém falta, lá vou eu para o palco desenrolar meu inglês. Se tem uma coisa para me orgulhar aqui nessa fria cidade é isso: subo no palco e falo como eles. Claro que não tenho um acento Irlandês, falo com acento dos Estados Unidos (influência do CCAA, músicas e filmes), mas poucos notam que sou estrangeira, e isso me deixa orgulhosa, não porque queira me "engrigrecer" mas porque estava buscando uma excelência no idioma e tenho conseguido. E esse mérito é só meu.
Na torcida aqui pela possibilidade de good news amanhã.
Ps: Saiu no jornal. Audição de extras para Game of Thrones no sábado. Adivinha quem vai? :D
quinta-feira, 6 de abril de 2017
Dublin, 5 de abril de 2017
Uma luz de esperança: o feedback dos meus currículos. ão, ainda não estou trabalhando, mas baseado nas respostas que tenho dos quase futuros empregadores, o que noto é que meu grande problema é a porcaria do stamp 2.
Eles têm sido muito receptivos com meu currículo, chegam a dizer que é ótima, mas que dão prioridade a um europeu ou com dupla-cidadania. Logo, ainda estou na demanda, mas ao menos eu sei que não é por falta de capacidade.
Uma ontem chegou a me ligar para dizer que se eu conseguir uma cidadania, para entrar em contato que ela adoraria me ter na empresa dela - era uma vaga de secretária executiva.
Na verdade, estou tentando de tudo, de vaga ótima a vaga "refrigereca", mas vários fatores influem: numa vaga boa, o que pega é meu stamp. Numa vaga menos legal, o que pega é a quantidade de gente concorrendo, e eu não tenho experiência nenhuma em bar ou faxina, ou que seja. Logo, quem já fez, fica.
Vamos tentando, se o retorno já tem sido mínimo, é porque em breve vou ter um retorno maior. Tomara!
Fui ver o Mark, hoje hoje vamos comer pizza e ver filme. A casa dele é muito legal, pena que namoro ele há pouco tempo, porque seria um bom lugar para "cair", mas nem posso considerar essa hipótese, porque estamos nos conhecendo melhor.
Father John vai me ajudar a ver se alguém precisa de Au Pair, porque aí fica mais seguro, tenho trabalho e morada.
Eles têm sido muito receptivos com meu currículo, chegam a dizer que é ótima, mas que dão prioridade a um europeu ou com dupla-cidadania. Logo, ainda estou na demanda, mas ao menos eu sei que não é por falta de capacidade.
Uma ontem chegou a me ligar para dizer que se eu conseguir uma cidadania, para entrar em contato que ela adoraria me ter na empresa dela - era uma vaga de secretária executiva.
Na verdade, estou tentando de tudo, de vaga ótima a vaga "refrigereca", mas vários fatores influem: numa vaga boa, o que pega é meu stamp. Numa vaga menos legal, o que pega é a quantidade de gente concorrendo, e eu não tenho experiência nenhuma em bar ou faxina, ou que seja. Logo, quem já fez, fica.
Vamos tentando, se o retorno já tem sido mínimo, é porque em breve vou ter um retorno maior. Tomara!
Fui ver o Mark, hoje hoje vamos comer pizza e ver filme. A casa dele é muito legal, pena que namoro ele há pouco tempo, porque seria um bom lugar para "cair", mas nem posso considerar essa hipótese, porque estamos nos conhecendo melhor.
Father John vai me ajudar a ver se alguém precisa de Au Pair, porque aí fica mais seguro, tenho trabalho e morada.
quarta-feira, 5 de abril de 2017
Dublin, 4 de abril de 2017
Eles não ligam para a gente! Parece que me inspirei na música de Michael Jackson "They don´t care about us" para iniciar esse texto, mas na verdade minha base é muito mais crua e obscura, e o que é mais grave, real.
O problema da imigração é muito antigo, e seria repetitivo recontar por aqui a fuga de africanos e sírios para a Europa fugido de guerras que corroem e destroem suas raízes. Essa história, que com certeza é muito mais triste, é repassada na TV, nos jornais, nas mídias em gerais.
Mas o que fazer com o imigrante invisível, aquele que você sabe que está no exterior, mas acha que ele está super bem pelas belas fotos que posta na rede?
Bem, o imigrante invisível está aqui, falando com quem puder ler. O imigrante invisível não é igual, somos diferenciados. Alguns de nós acha essa "aventura-perrengue" uma coisa legal, e faz tudo por um euro. Outros, com dupla cidadania, já acabam conseguindo coisa melhor, porque um Stamp 4 aqui pode te levar além. Não que alguém com Stamp 2 não consiga, mas o caminho é penoso algumas vezes. Não com todo mundo, mas ao menos para mim. E eu sou outra categoria de imigrante.
Explico: eu vim para a Irlanda para tentar uma bolsa de estudos de mestrado e fazer meu exame de proeficiência. No Brasil me contaram que a Irlanda era a melhor opção, porque eu poderia trabalhar. Mas não vim só focada nisso: o mestrado que realmente quero fazer está aqui. Meus escritores favoritos são Irlandeses, Wilde, Shaw, Joyce, Becket, Stoker, então estudar esses camaradas em seu ambiente seria coisa de sonho. Seria!
Primeiramente demorei 2 meses para imigrar, o que acabou me custando 2 meses de estadia aqui (a imigração descontou o período que eu estava aqui). Finalmente "imigrada" meu problema virou o emprego, Todo lugar que eu vou nem me entrevisto, já me negam. E olha que preparei o CV sob supervisão de um professor da escola. Já recebi 25 "nãos" e anseio para saber quando virá meu "sim". Achei que iria arranjar emprego rápido, porque eu já sou fluente em Inglês, e mais 3 idiomas (O meu Português, juntamente com Francês e Espanhol). Estou focando em trabalhar em idiomas e hotéis, mas eles são rápidos na negativa.
Outro grande problema aqui é moradia. É caro, e não tem espaço, então eles te despejam e te aceitam da maneira que bem entendem, porque sempre tem demanda. E onde tem oferta e procura tem sempre uma pessoa enchendo os bolsos. Ganhar dinheiro não é errado, mas a forma como se ganha dinheiro é que é contestável. Lucrar com o infortúnio é errado.
Observo vídeos de pessoas incentivando outras a fazerem dívidas no Brasil para vir para cá. Por favor, não escutem esses irresponsáveis! Não façam dívidas que talvez não possam pagar - ou que talvez possam mas a que custo? Pesquise, pesquise muito, e mesmo assim, o imprevisto pode acontecer.
Me peguei sexta-feira sendo despejada, o landlord querendo a casa para pintar e vender. Tive que sair domingo, e volar para a residência estudantil. Pagar mais caro para dividir um mini quarto com 3 pessoas, quando eu tinha um quarto só meu. Pelo menos aqui teria café da manhã. Será? Por dois dias a responsável pelo café simplesmente não abasteceu a despensa. Eu soube pelos outros alunos que eles estavam sem o café (pago antecipado) desde sábado. Comuniquei a escola, que só agradeceu eu ter comunicado, e já queria me cobrar a semana que vem, que eu nem sei se vou ficar, porque cheguei domingo, e hoje é terça-feira. Eles não ligam para nós! Repito. Eles não ligam para nós!
Somos tantos que viramos gado, e como muita gente aceita, dizendo "Dublin é assim", as pessoas entoam um mantra que está longe de ser verdade. Não precisa ser assim. É assim porque as pessoas aceitam que seja assim. Se a maioria não aceitar, vai mudar. Ao menos, deveria.
Nessa de tentar ao menos achar uma solução para a menor das coisas, o café-da-manhã, descubro que a mulher que me vendeu a viagem não trabalha mais na empresa. Ou seja, minha ponte Brasil-Irlanda se desfez, só que eu estou aqui. E desamparada, sem emprego, e sem morada.
Através de minha mãe, e de minha agência de passagens, consegui chegar ao diretor da empresa, que na hora de ajudar, falou para eu falar com uma pessoa na escola que não apita nada, ou seja, ele está empurrando o problema, como é de praxe fazer.
Minhas fotos na rede social continuam sorridentes, em paisagens de sonho, mas a realidade está longe de ser bonita.
A verdade é que algumas pessoas deixam o país porque não têm possibilidades de adquirir o que gostariam nele. Então, por mais necessidade que aqui possam passar, acham que tudo está ok porque o dinheiro está entrando no bolso, e no fim-de-semana há a possibilidade de uma viagem, posto que em 1h se muda de país como se muda de estado na terra natal.
Mas algumas deixam a casa para atrás para se aperfeiçoar (como o meu caso) e acabam esbarrando com ignorância, recalque e xenofobia. Minha vida era muito boa antes de vir para cá: tinha emprego, tenho uma casa, meus amigos e familiares me amam e temem por mim aqui. Não vim para fugir de um país que detesto, vim para retornar para esse país uma cidadã melhor, para poder fazer pelo meu país algo melhor.
Vim para cá não para descobrir quem sou - alguns pessoas precisam de viagens espirituais. Eu não. Eu sei quem eu sou, e essa pessoa está aqui, lutando para não ter sua essência corrompida de modo brutal. Essa pessoa não mudou, talvez um pouco vulnerável e fragilizada, mas essencialmente ela mesma.
O problema da imigração é muito antigo, e seria repetitivo recontar por aqui a fuga de africanos e sírios para a Europa fugido de guerras que corroem e destroem suas raízes. Essa história, que com certeza é muito mais triste, é repassada na TV, nos jornais, nas mídias em gerais.
Mas o que fazer com o imigrante invisível, aquele que você sabe que está no exterior, mas acha que ele está super bem pelas belas fotos que posta na rede?
Bem, o imigrante invisível está aqui, falando com quem puder ler. O imigrante invisível não é igual, somos diferenciados. Alguns de nós acha essa "aventura-perrengue" uma coisa legal, e faz tudo por um euro. Outros, com dupla cidadania, já acabam conseguindo coisa melhor, porque um Stamp 4 aqui pode te levar além. Não que alguém com Stamp 2 não consiga, mas o caminho é penoso algumas vezes. Não com todo mundo, mas ao menos para mim. E eu sou outra categoria de imigrante.
Explico: eu vim para a Irlanda para tentar uma bolsa de estudos de mestrado e fazer meu exame de proeficiência. No Brasil me contaram que a Irlanda era a melhor opção, porque eu poderia trabalhar. Mas não vim só focada nisso: o mestrado que realmente quero fazer está aqui. Meus escritores favoritos são Irlandeses, Wilde, Shaw, Joyce, Becket, Stoker, então estudar esses camaradas em seu ambiente seria coisa de sonho. Seria!
Primeiramente demorei 2 meses para imigrar, o que acabou me custando 2 meses de estadia aqui (a imigração descontou o período que eu estava aqui). Finalmente "imigrada" meu problema virou o emprego, Todo lugar que eu vou nem me entrevisto, já me negam. E olha que preparei o CV sob supervisão de um professor da escola. Já recebi 25 "nãos" e anseio para saber quando virá meu "sim". Achei que iria arranjar emprego rápido, porque eu já sou fluente em Inglês, e mais 3 idiomas (O meu Português, juntamente com Francês e Espanhol). Estou focando em trabalhar em idiomas e hotéis, mas eles são rápidos na negativa.
Outro grande problema aqui é moradia. É caro, e não tem espaço, então eles te despejam e te aceitam da maneira que bem entendem, porque sempre tem demanda. E onde tem oferta e procura tem sempre uma pessoa enchendo os bolsos. Ganhar dinheiro não é errado, mas a forma como se ganha dinheiro é que é contestável. Lucrar com o infortúnio é errado.
Observo vídeos de pessoas incentivando outras a fazerem dívidas no Brasil para vir para cá. Por favor, não escutem esses irresponsáveis! Não façam dívidas que talvez não possam pagar - ou que talvez possam mas a que custo? Pesquise, pesquise muito, e mesmo assim, o imprevisto pode acontecer.
Me peguei sexta-feira sendo despejada, o landlord querendo a casa para pintar e vender. Tive que sair domingo, e volar para a residência estudantil. Pagar mais caro para dividir um mini quarto com 3 pessoas, quando eu tinha um quarto só meu. Pelo menos aqui teria café da manhã. Será? Por dois dias a responsável pelo café simplesmente não abasteceu a despensa. Eu soube pelos outros alunos que eles estavam sem o café (pago antecipado) desde sábado. Comuniquei a escola, que só agradeceu eu ter comunicado, e já queria me cobrar a semana que vem, que eu nem sei se vou ficar, porque cheguei domingo, e hoje é terça-feira. Eles não ligam para nós! Repito. Eles não ligam para nós!
Somos tantos que viramos gado, e como muita gente aceita, dizendo "Dublin é assim", as pessoas entoam um mantra que está longe de ser verdade. Não precisa ser assim. É assim porque as pessoas aceitam que seja assim. Se a maioria não aceitar, vai mudar. Ao menos, deveria.
Nessa de tentar ao menos achar uma solução para a menor das coisas, o café-da-manhã, descubro que a mulher que me vendeu a viagem não trabalha mais na empresa. Ou seja, minha ponte Brasil-Irlanda se desfez, só que eu estou aqui. E desamparada, sem emprego, e sem morada.
Através de minha mãe, e de minha agência de passagens, consegui chegar ao diretor da empresa, que na hora de ajudar, falou para eu falar com uma pessoa na escola que não apita nada, ou seja, ele está empurrando o problema, como é de praxe fazer.
Minhas fotos na rede social continuam sorridentes, em paisagens de sonho, mas a realidade está longe de ser bonita.
A verdade é que algumas pessoas deixam o país porque não têm possibilidades de adquirir o que gostariam nele. Então, por mais necessidade que aqui possam passar, acham que tudo está ok porque o dinheiro está entrando no bolso, e no fim-de-semana há a possibilidade de uma viagem, posto que em 1h se muda de país como se muda de estado na terra natal.
Mas algumas deixam a casa para atrás para se aperfeiçoar (como o meu caso) e acabam esbarrando com ignorância, recalque e xenofobia. Minha vida era muito boa antes de vir para cá: tinha emprego, tenho uma casa, meus amigos e familiares me amam e temem por mim aqui. Não vim para fugir de um país que detesto, vim para retornar para esse país uma cidadã melhor, para poder fazer pelo meu país algo melhor.
Vim para cá não para descobrir quem sou - alguns pessoas precisam de viagens espirituais. Eu não. Eu sei quem eu sou, e essa pessoa está aqui, lutando para não ter sua essência corrompida de modo brutal. Essa pessoa não mudou, talvez um pouco vulnerável e fragilizada, mas essencialmente ela mesma.
segunda-feira, 3 de abril de 2017
Dublin, 3 de abril de 2017
Mudei de turma na escola, fui para o Ielts, e que diferença! Como o povo está ali para fazer o teste mais importante, de importância igual a um Toefl, é um pessoa mais focado. Diferentemente do que tinham me dito, as aulas não são maçantes, e apesar do conteúdo ser voltado para o que se cai no exame, a aula passou rápida e não fiquei olhando o relógio como o habitual.
É a primeira vez que me sinto a vontade numa turma. E parece que essa turma gostou de mim também. Menos um problema dentre tantos.
No apartamento é um caos. Parece que a Jady, que coordena a casa esqueceu que ela mora de graça aqui porque coordena a casa e falta tudo, principalmente o mais importante e que está incluído no preço: papel higiênico e café da manhã.
Nem reclamar eu pude, porque a responsável por esse setor na escola não estava. Hora vejam vocês! Na hora que a gente paga, nego fica em cima, na hora de oferecer o serviço, nego some. É uma decepção.
Como eu não aguento viver em sujeira, eu mesma limei ontem, coloquei a bagunça das duas meninas do meu quarto no lugar (sapatos voam por lá), e varri, passei pano com "cherinho", tudo para ficar com cheiro de casa limpa. Mas, eu faço isso pensando em mim e nos outros, porque na verdade tem uma pessoa já citada acima que deveria fazer isso, porque a condição para morar de graça é essa. Não importa se ela tem emprego, se ela se comprometeu, ela devera cumprir, ou vai pagar aluguel e deixa outra pessoa ficar.
Eu morei aqui na semana um e dois. Tinha leite, açúcar, pão, manteiga, geléia, iogurte, aveia, tudo fundeado pela escola. O que aconteceu?
Para falar de coisas mais agradáveis, ao menos no teatro os ensaios vão bem, e eu até experimentei meu figurino. Sim, vou realmente entrar na cena um, da porta do Covent Garden. Muito legal! Apesar de não estar recebendo um "puto" por isso, fico mais que orgulhosa por estar fazendo uma peça na Irlanda. Pena que não consigo um emprego, sem ele não tenho condições de ficar para fazer a peça seguinte. Já estou pensando em aceitar qualquer coisa para ao menos me distrair.
Realmente, não sei o dia de amanhã, e temo ficar na rua sozinha com duas malas!
É a primeira vez que me sinto a vontade numa turma. E parece que essa turma gostou de mim também. Menos um problema dentre tantos.
No apartamento é um caos. Parece que a Jady, que coordena a casa esqueceu que ela mora de graça aqui porque coordena a casa e falta tudo, principalmente o mais importante e que está incluído no preço: papel higiênico e café da manhã.
Nem reclamar eu pude, porque a responsável por esse setor na escola não estava. Hora vejam vocês! Na hora que a gente paga, nego fica em cima, na hora de oferecer o serviço, nego some. É uma decepção.
Como eu não aguento viver em sujeira, eu mesma limei ontem, coloquei a bagunça das duas meninas do meu quarto no lugar (sapatos voam por lá), e varri, passei pano com "cherinho", tudo para ficar com cheiro de casa limpa. Mas, eu faço isso pensando em mim e nos outros, porque na verdade tem uma pessoa já citada acima que deveria fazer isso, porque a condição para morar de graça é essa. Não importa se ela tem emprego, se ela se comprometeu, ela devera cumprir, ou vai pagar aluguel e deixa outra pessoa ficar.
Eu morei aqui na semana um e dois. Tinha leite, açúcar, pão, manteiga, geléia, iogurte, aveia, tudo fundeado pela escola. O que aconteceu?
Para falar de coisas mais agradáveis, ao menos no teatro os ensaios vão bem, e eu até experimentei meu figurino. Sim, vou realmente entrar na cena um, da porta do Covent Garden. Muito legal! Apesar de não estar recebendo um "puto" por isso, fico mais que orgulhosa por estar fazendo uma peça na Irlanda. Pena que não consigo um emprego, sem ele não tenho condições de ficar para fazer a peça seguinte. Já estou pensando em aceitar qualquer coisa para ao menos me distrair.
Realmente, não sei o dia de amanhã, e temo ficar na rua sozinha com duas malas!
Dublin, 1 e 2 de abril de 2017
Dia 1:
Maynooth, que cidade bonita, pequena, e bem mais em conta em precinho que em Dublin. Era o open day para quem quer estudar em setembro. Foi muito legal poder voltar para o ambiente acadêmico. Outra coisa.
Gostaria muito de entrar na pós-graduação. Seria uma maneira de ficar aqui, porque ficar no cursinho não dá mesmo.
Hoje acho que não faço mais nada. Vou para casa e de lá fico, arrumo a mala para a mudança. Não vou poder ir no aniversário do Stephen. Muito cansada. Mas é um cansaço psicológico. Tenho certeza que amanhã vai ser melhor. Acabei dormindo cedo, com o laptop no colo.
Dia 2:
Dia da mudança! Deus me acuda! Voltar para a residência e aquela cabeçada de 20 anos. Afff.... Mark se ofereceu para ajudar mas ele tem problema no joelho, então eu prefiri a Ajuda do meu amigo Álvaro, que tem carro e está em forma.
O trajeto foi tranquilo, mas ver que vou dividir o quarto com 2 meninas e 1 cara me deprimiu. Larguei as malas e fui para o Phoenix Park, fazer um pic nic e tentar ver os cervos. Tinha muita gente, mas os cervos lá não estavam. O carro furou o pneu, e esperamos a seguradora para trocar.
Voltei para casa e liguei para o Mark. Fomos tomar uma cidra num bar.Precisava de um carinho. Fiquei com saudade do meu novo namoradinho.
Hoje estou meio sem assunto porque voltar para a república me deixou meio para baixo, mas dias melhoras virão.
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