Dia 24:
Segundo e último dia do trial para o Trinity Exam. Hoje foi tudo online, então foi mais rápido, e com menos error, porque no computador, você pode retornar e corrigir aquele errinho de escrita, no que no papel, por ser a caneta, você rasura.
Acho que fui muito bem, se o exame no futuro for assim, acho que minha nota vai ser muito boa. Princialmente na parte oral, acho que fui bem, principalmente vendo a expressão da professora do outro lado da linha, ela me pareceu bem animada com meu exame. Vamos ver o feedback próxima semana.
Fui dispensada cedo da escola, e aceitei (ontem eu fiquei, mesmo dispensada, mas hoje estava cansada). Fui para casa. Comprei um chip de armazenamento para meu celular, e bananas lindas numa venda, o cacho por 1¢.
Minha intenção era ficar em casa vendo netflix, mas me chamaram para tomar uma coisa no The Bernard Shaw, que é um bar muito legal em Harcourt, e eu fui. Mas não fiquei muito, só uma horinha. Eu não conheço a maioria dos Pub's de Dublin, porque acredite, são milhões, mas eu sei que esse é um dos mais legais daqui.
Voltei para casa, e dormi vendo uma série no netflix, "Iron Fist" da Marvel, Boa! Vi três episódios antes de capotar.
Dia 25:
Que dia! Que dia!
Marquei com a Elô de retornar ao castelo Malahide, porque quando fomos da outra vez, chovia horrores e estava fechado quando finalmente lá pisamos.
Hoje estava um céu de brigadeiro! Marquei com ela lá, porque Elô tinha um compromisso antes, e eu dei a sorte de ao sair do condomínio, o ônibus estar no ponto. O itinerário do ônibus é lindo! Todo pela orla da zona norte daqui. Que maravilha! Ok que o mar daqui nem de longe é bonito como no Brasil, mas não deixa de ser bonito à sua maneira.
Hoje realmente foi o dia perfeito para ir, que cenário fabuloso com sol! As cores ficam tão lindas, que as fotos que tirei com a Elô nos jardins parecem coisa de cinema. Não teve filtro, nem photoshop, aquelas cores são reais. Parece um cenário de sonho, com árvores centenárias, flores multicoloridas, coelhinhos e abelhas.
Me senti criança de novo, plantei bananeira, virei estrela, subi em árvore. Digo que nunca me senti feliz aqui como hoje (ok, estava frio, mas não preciso comentar isso porque aqui nunca fica quentinho mesmo, ora bolas). :)
Voltamos lá para as 17h, eu desci aqui na estação de Killester (voltei de trem), e Elô prosseguiu até Tara Station. Hoje eu ainda tenho coisa para fazer.
Ok, é um date. Don't get me wrong, mas a vida continua e não mudei de hemisfério para ficar em casa. E foi bem divertido, porque primeiro fomos num bar de vinhos, lugar muito legal chamado Red Banch. Fica num porão, e a decoração é toda vermelha. Achei legal que a proprietária manteve os matinhos que saem de dentro da viga do porão, e mesmo com a decoração toda moderninha, você acaba lembrando que aquele prédio tem centenas de anos.
Eu e o Mark tomamos um vinho italiano que a dona do local sugeriu, e era muito bom, tinto, frutado, seco mas não rascante. Esqueci o nome, vou ver se lembro, para recomendar paa minha amiga Sabrina que tem um blog só de vinhos. Não vou falar do Mark hoje, porque ainda é só um amigo, estou conhecendo.
As 22h30 saímos de lá e eu ia embora, mas como ele é mais novo, tem 33 anos, ele ainda tem espírito jove e me chamou para dançar. Opa! Dos meus! Adoro dançar!Fomos no Globe, uma night que toca anos 80 e 90. Me lembrou muito de casa, de meus tempos de Bukowski. Tá, não tem o mesmo estilo do Buko, mas a vibe é a mesma, então quando vi, eram 4h da manhã e todo mundo estava sendo mandado para casa. hahaha
Ia andar para casa, porque essa hora já não tem mais ônibus e não posso pegar táxi aqui para não estourar o orçamento. Mas ele me deu carna de táxi, porque ele ia pegar também. Só que eu moro na zona norte e e ele na sul. Fi gentil em me deixar na porta, e voltar.
Eu mal dormi, porque na verdade tenho planos para domingo.
Dia 26:
Fui deitar 5h30, e levantei as 9h. Sim, hoje é dia de conhecer Bray e Greystone! Com um domingo de sol como esse, não poderia nunca ficar dormindo e deixar o dia passar.
Fui com a Elô, minha companheira de aventuras em terras Celtas, Foi muito bom. Bray e Greystones são pequenas cidades perto de Dublin. Fica uma do lado da outra, então o legal é descer em uma, passear, fotografar, e pegar uma trilha em meio ao despenhadeiro perto da linha do trem até a outra. São apenas 6 km e 200 m. Mas como o terreno é acidentado, com aclives, declives e pedras, demora mais que uma cainhada pela lagoa Rodrigo de Freitas (que tem 7 km mas é plano). Que vista!
Acertamos o dia de sol, porém era dia das mães aqui, então, lotado de famílias curtindo o dia da mamãe. Tudo bem. Só foi difícil achar um lugar vazio para lanchar, mas acabamos achando um bem bonitinho em Greystone, onde tomamos um suco que dizia que era fresco, mas era de caixa (ah, propaganda enganosa!), e uma torta de chocolate que era mais bonita que gostosa.
Pegamos o Dart ali para Dublin. Vimos todo o caminho que andamos do trem. bastante! Aqui na Irlanda dá para se divertir gastando bem pouco, tipo a passagem e um lanche, e isso é bom. Tem museu gratuito, cinema com leap card tem desconto, e como não sou de beber muito, e as bebidas são de tamanhos desproporcionais, acaba sendo econômico sair aqui.
O que pega mesmo é o raio do aluguel! Nada é perfeito.
Realmente, as fotos ficaram show! Lugares lindos, cores maravilhosas, luzes exuberantes.
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