quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Dubin, 14 e 15 de fevereiro de 2017

Dia 14

Finalmente conheci o famoso Father John, tia da minha amiga Niav. Que senhorzinho símpatico e bom papo! Fala Inglês e Português, mas as vezes em Francês porque eu também entendo. 

Me mostrou fotos da época em que morava no Rio, me contou tantas histórias, e já virou meu amigo de programas culturais. Sábado vamos ver uma peça que está super cotada aqui em Dublin, "Jacques Brel is Alive and Well and Living in Paris". Meu professor Neill já viu e disse que é ótima. 

Ah, foi dia dos namorados aqui, o dia de São Valentin. Recebi flores virtuais do Jason, e três bilhetinhos de três outros Irish's. Ok que não tive um date oficial, mas sexta eu vou jantar com o Jason. Todo dia é dia de namorar, não é certo?

Dia 15

Finalmente achei o quarto dos meus sonhos aqui, mas, o Land Lord como chamam aqui não me quis porque eu não tenho emprego oficial, de carteira assinada. Isso me deixou muito chateada, porque o preço era bom, o bairro era bom, e ainda andei de Dart, o trem daqui, que é confortabilíssimo e rápido. 

Vou dizer que me deixou bem para baixo isso, porque sim, vou trabalhar na peça, e estou procurando alguns empregos na minha área sem pps, porque ainda não imigrei, mas eu tenho meu extrato, posso provar que tenho como pagar. Ainda assim... fui para a escola, mas só para me distrair, porque estava com zero vontade, até porque sinceramente aprendo mais fora de lá do que lá. Meus bate-papos com os Irish's do teatro, da dança, e até os que paquero me garantem melhor vocabulário que a escola. Na escola só escuto português, francês, espanhol, russo, e coreano. Me sinto em outra dimensão. Só os professores são de Dublin, até o povo da secretaria é de todos os cantos do mundo. Essa integração poderia ser bacana, mas não é.

Me irritei muito com uma mexicana, ou espanhola, ou pouco me importa nesse momento de que país de língua espanhola aquela mulher horrorosa veio, que trabalha lá e eu fui pedir uma coisa e ela disse: "você não é a única". Olhaaaa.... o povo ali não está acostumado com alguém que já fala, então ela levou um baita susto quando eu disse: "quisera eu ser a única, afinal estou aprendendo mais Italiano em Dublin do que Inglês. Como escola vocês estão indo muito bem, hein?" Aí ela se recolheu e outra pessoa mais educada veio falar comigo. Que desrespeito, eu sou aluna, eu pago pelo serviço, eu sou cliente, está achando que está falando com quem?

Mas é realmente verdade que eu estou aprendendo Italiano. O Andrea, meu amigo doidinho de coração de ouro, fala comigo em Italiano, Francês, Espanhol, Português e Inglês. É uma mescla tão grande, que eu estou exercitando todos os meus idiomas (menos o alemão). E a tevê aqui só fica no canal italiano, e aí eu escuto direto, e estou aprendendo. Logo, é meio bizarro e interessante estar aprendendo Italiano não na Itália, mas na Irlanda. rs

E preciso abrir um parênteses aqui para o Andy: ontem eu cheguei realmente jururu, e ele disse : "Ah, bella donna. Manja caprese, Bevi vino." Italiano conforta a gente com comida e palavras de carinho. Bravo!

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