É incrível como aqui na Europa você muda de país em apenas 1h. Quando nós somos nascidos e criados numa país de dimensões continentais, é realmente inacreditável cruzar uma fronteira em tempo tão curto (a não ser que você more perto de fronteiras).
Acordei muito cedo, 4h30, porque eu sou lenta, e sempre me perco pelas ruas daqui. E tinha que me arrumar, preparar lanche, andar até o ponto, andar até o ônibus de excursão, então preferi não facilitar. Já cheguei atrasada outro dia num compromisso porque me perdi, então, como trem se espera na estação, já dizia mamãe, fui logo cedo.
Foi bom, porque esperei no Starbucks, comprei água, usei o toilet, e o ônibus parou na porta às 7h30, e eu entrei, peguei um lugar bom, bem na frente. Logo, chegar cedo tem seus benefícios. O guia disse que eu não era brasileira coisa nenhuma, era uma espiã irlandesa hahahaha quem me dera! Se falarem isso mais uma vez, vou pedir minha cidadania honorária. Imigração, me dê logo esse passaporte, porque eu pareço ser irlandesa. Ponto! :)
O ônibus saiu em ponto, Não estava lotado, éramos apenas 41 pessoas, de diversas nacionalidades. Da minha escola, só eu. Logo, não conhecia ninguém, mas tudo bem. O bom de ir sozinho é que você faz seu horário, mas o ruim é que você está sozinho. Dã!
Primeira parada, Belfast! A capital da Irlanda do Norte é bem parecida em arquitetura com a capital da República da Irlanda, onde moro. No entanto, tão diferente em tantos aspectos. Ainda é um local de guerra entre Católicos e Protestantes, então para nossa segurança, ficou todo mundo tirando foto de dentro do ônibus. Só o centro da cidade é uma zona neutra, ainda assim, muitos blindados da polícia na rua, coisa que não se vê em Dublin.
Descemos no museu do Titanic, local histórico onde fabricaram o navio naufragado mais famoso da história mundial. Não resisti e comprei um globo de neve. E muitas, muitas fotos! Toda viagem para mim e sempre uma experiência sensorial. Talvez por eu ter estudado jornalismo e cinema, cada lugar que eu vou, eu lembro de uma história e aquele ponto se torna mais especial ainda.
De Belfast fomos para a pequena Bushmills, cidade lindinha que antes da entrada te um castelo muito muito antigo, talvez o mais antigo da Irlanda inteira, abandonado na beira de um penhasco. A ex dona, Lady MacDonalds, o abandonou há muitos e muitos séculos por acreditar que era um lugar assombrado. Assombrado ou não, é um lugar impressionantemente lindo para fotos.
Esperamos um pouco na cidadezinha, já que estávamos adiantados para visitar a próxima atração, e o ônibus parou numa destilaria de whisky. Não bebi, apesar do frio, porque na próxima parada tem trilha e uma ponte de cordas num penhasco, logo, fiquei com medo de cair hahaha
Carrick-a-rede é um local extraordinário, onde existe essa ponte ao lado de várias falésias sob o oceano atlântico. Dá para ver a Escócia do outro lado, de tão perto que é! Cenário de séries e filmes, como "Game of Thrones" e "A Filha de Ryan", é uma visita que vale muito a pena. Então, se vier para a ilha da Irlanda, não deixe de ir lá.
Eu fiquei impressionadíssima e felicíssima!
Próxima parada, não muito longe dali, The Giant's Causeway, uma praia com formação rochosa peculiar: as pedras parecem agrupadas como pequenos troncos. Uma maravilha que a água esculpiu por séculos! Reza a lenda que um gigante construiu. Lendas são sempre uma delícia!
Confesso que nessa última atração já estava exausta. Parece que tudo foi rápido, mas na verdade, terminou tudo as 17h30, quando o ônibus partiu de volta para Belfast, com direito a uma parada de 30 min para banheiro e comida, e viemos direto para Dublin. Cheguei em casa 21h30.
Nisso telefone já tinha descarregado de tantas fotos! Para desespero de mãe e namorado, que já tinham mandado "troscentas" mensagens perguntando onde eu estava.
Gente, estava sendo feliz, oras!
Que aventura legal! Essa história de trem se espera na estação é do tempo do nosso avô. Kkkkk Ele dizia isso que consequentemente ficou para as filhas. Mamãe também aderia a esse pensamento.
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