Dia 18:
Amanheceu um dia lindo, muito ensolarado. O hostel é muito agradável, mas mesmo assim, tive dificuldades para dormir. Que bom que acordei com esse dia lindo! O café é bem grande, tem muito cereal (6 tipos), fruta, suco, torradas, queijo, manteiga, geléia, mel, yogurte, café com leite (mas o café -café mesmo - era horrível, deixei todo). Deu uma força para começar o dia. Estou levando o resto do meu sanduíche de ontem como lanche, junto com suco e um saco de batatinhas. Vou comer no parque mais tarde.
Fiquei meio perdida para achar o ponto do city tour. Mas acabei achando. Esse Big Tour (existem outros, mas entrei nesse) achei muito bom, porque além de você passear pela cidade toda, ainda ganha um passeio de barco pelo rio Tâmisa, e hoje está sol, perfeito para um passeio de barco.
Dei uma volta de ônibus até o ponto onde se pega o barco. Ia pegar na direção do London Eye, mas perdi por um minuto. Não tem problema, vou na direção de Greenwich, e de lá desço de novo, e já com um lugar sentada. Vai demorar 1h30 de passeio, mas estou sem pressa nenhuma, ainda mais que meus amigos desmarcaram a janta. Já é a segunda vez que ela desmarca um jantar, com a mesma desculpa. A primeira foi no Rio (perdeu a hora de sair de Ilha Grande), a outra aqui. Ou ela é muito enrolada (porque vive perdendo as conexões, a desculpa foi perder o avião agora), ou é boa em dar desculpa que não vai magoar. Ainda bem que fiquei por conta própria, num hostel, imagina se conto com ela para hospedagem? Ia ficar na rua, porque ela até convidou, mas quando disse que ainda ia chegar de viagem, eu achei melhor não atrapalhar. Morri numas libras, mas ganhei em liberdade.
Londres é uma cidade que eu recomendo para passear, porque é tão bem sinalizada, que não tem como se perder. Logo, quem tiver pouco tempo e quiser conhecer uma cidade legal, venha para cá, porque é muito fácil se locomover aqui.
Fora que cada ponto tem uma história, remete a um livro, a um filme, a uma série. Não tem como não lembrar de James Bond, de Mary Poppins, de Brigitte Jones, de Harry Potter, de Mr. Bean, de Peter Pan, do urso Paddington, do filme "Notting Hill", de Oliver Twist, de Beatles, de Rollings Stones, de Bowie, de Queen, de Elton John. Cada calçada dá para imaginar esses personagens e essas pessoas caminhando. Tantos cenários de tantas histórias da vida real e da ficção.
Vi a rua onde Mary Quant criou a mini saia na década de 60, e onde os Sex Pistols se reuniam na década de 70. História por onde se passa! Nem precisa entrar em museu, mas se puder entrar, eu recomendo. Eu, com orçamento apertado, só olhei. Vim, vi, fotografei. No bom estilo, "mãe, olha eu aqui!" :)
Andei por Notting Hill, por Porto Belo Road, e a feira só acontece sábado, mas tirei uma foto e tomei um café com panquecas lá, só para registro. E mais a frente, ainda na mesma vizinhança, a casa do escritor James M. Barry, que escreveu "Peter Pan". No parque em frente tem a estátua do menino que não queria crescer.
Isso que me impressiona positivamente aqui: a história muito bem conservada. Passei por uma ponte hoje em que construíram uma nova mas mantiveram os pilares da antiga só porque era historicamente relevante. Num dia em que escutei que queriam leiloar o "Planetário da Gávea", porque o terreno seria de concessão de uma empresa privada, fica a certeza que país que vai para a frente é país que investe em sua história e em seu patrimônio cultural.
Comprei um livro do urso "Paddington" para a Clara. Tenho certeza que ela vai adorar. Seu primeiro livro em inglês. Esse ursinho é tão querido aqui que tem uma estátua dele na estação de trem de Paddington (onde cheguei ontem vinda do aeroporto).
Antes de ir para o hotel, passei por Carnaby St. para fotografar. Tem muitas botiques, e bares bem descolados, e música rolando. Bem perto do meu hotel. Acho que acertei em cheio em ficar no Soho. Bem localizado, dá para andar para vários lugares, e tem restaurantes, lojas bem pertinho, teatros. Acertei! Quando contei para minha amiga que estava no Soho, ela disse que era legal, mas preferia Chelsea e Notting Hill. Bom, para morar eu também preferiria, mas como turista de orçamento apertado, fico num bairro mais bem localizado, onde não gasto com condução e tenho tudo ao meu alcance.
Dia 19:
A malha ferroviária aqui é divina. Por isso que inglês não atrasa, não tem como se vier de trem ou metrô. Se vier de ônibus, é outra história, porque como toda cidade grande, tem tráfego nas horas de pico.
Quando vim do aeroporto, vim de trem. Vou de trem também para o outro aeroporto. dessa vez por Victoria Station. Mas como meu avião era só as 22h, tirei o dia para andar a cidade. Fiz a pé do hostel até o museu de Madame Tussauds. No caminho, passei por Regent's Park, e tirei muita foto. Que flores, que bem cuidado! A fila e o preço do museu me desanimaram de entrar. Mais a fila que o preço. Até pagaria as 40 £ para entrar e ver as milhares de estátuas de cera perfeitas, mas eu fiquei lá por 30 minutos e nada da fila andar.
Quem andou fui eu. Até o Hyde Park. Já vim auqi, mas não andei tudo. E o tempo de hoje pede local aberto. Consigo até imaginar shows rolando ali. Que sensacional! Grama boa para sentar e fazer pic nic, inúmeras arvores. Um lago imenso cheio de aves. Tirei poucas fotos, mais com o celular, porque pela primeira vez em cinco dias, a câmera descarregou. Mas ela durou hein? Um bom investimento, essa câmera de segunda mão semi-profissional.
Almocei num restaurante bonitinho, uma saladinha, e fui andando para a estação. Cheguei muito cedo no aeroporto, mas esperei, porque para trocar a passagem era caríssimo. A internet não era boa no aeroporto, então eu fiquei meio entediada. Mas o vôo veio rápido, felizmente, e eu cheguei antes de meu transfer. O melhor de viajar é poder voltar para casa!
Tinha até bolo quando cheguei, viva!
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