Saí da casa da Silvia ao meio-dia. Tempo suficiente para pegar o ônibus, comprar meu almoço e comer. Segundo dia da peça e com dor no coração vou ter que sair antes. O aplauso é o verdadeiro reconhecimento do artista e vou embora sem esse axé.
Também vou quebrar o coração de um certo rapaz hoje, que adoraria me encontrar pós-peça, mas eu vou ter que correr para Rush. Não posso ficar sem dormir (já que amanhã cuido da clara e corro para o teatro), nem posso gastar dinheiro com táxi. É muito caro. Mais caro que uma passagem de ida-volta de avião.
E foi realmente assim. Terminei minha cena, fui embora. Coração na mão! Injusto, mas fazer o quê? Moro longe, e sou dura.
E o rapazinho de Chicago realmente ficou de coração partido. Me escreveu dizendo que queria muito me ver. Mas sabe que foi bem reversível? Apesar de ee ir para a Turquia amanhã, futuramente explico o porquê.
Amanhã após a última apresentação vai ter festa, e eu vou. Já reservei o transfer, mas como sou duranga, reservei o transfer para me levar até o expresso da madrugada. Gasto menos, apesar que gasto, mas não é absurdo, e uma vez por semana muito raramente dá para bancar, porque não posso perder a festa. Eu mereço socializar com minha "família" do teatro, gente que me acolhei tão bem e me apóia a ficar aqui para fazer mais peças.
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