quarta-feira, 31 de maio de 2017

Dublin e Swords, 30 de maio de 2017

Foi um dia muito estranho, porque as coisas pareciam não se encaixar. Sabe um dia que tudo parece dar errado? Pois então. Engraçado que não foi comigo, estava conversando com meu amigo ginger Jan e ele me disse que perdeu as chaves de casa e um passarinho fez caca nele. Então, não posso dizer que o fato de eu não ter conseguido comprar minha passagem para nenhum dos lugares que o Jay vai estar se deva a pura falta de sorte.

Preferia ter ficado em casa mas contando que minha casa não é realmente minha e a imigração fica no meu pé se eu faltar, eu fui. Foi inevitável o mau-humor (que geralmente não tenho, mas todo mundo se sentindo irritado e sendo obrigado a estar num lugar tem) e algumas lágrimas. Não contei para as pessoas o que era mas num resumo me sinto improdutiva aqui.

Até já comentei em posts anteriores que não é exclusividade esse sentimento. Compartilho com milhares de pessoas de diversas nacionalidades por aqui, e até uns locais. E como já escrevi sobre insatisfação não vou me repetir, porque quem me lê já sabe o que passa. Eu não sou poliana de só colocar o lado bom porque tudo tem dois lados. Mas eu preferia que só fosse alegria. Mas no balanço do universo parece que precisa-se de um quinhão de tristezas também. C'est la vie!

Asseguro que a yoga me deixa muito feliz, é um ambiente de gente buscando por isso. A professora muito grávida era uma doçura. E a Andrea virou uma amiga inesperada. É correto dizer que pessoas criadas no mesmo ambiente pensam parecido. Parece esquizito, preconceituoso, mas o que quero dizer é fato científico, o ambiente influencia sim. Não somos iguais, mas por frequentarmos os mesmo lugares temos afinidades. Só isso! Já explico porque já fui chamada de racista aqui. O povo está muito "empoderado" e pouco informado. Tudo se ofende. Que saudade da época em que ser espirituoso não era incorreto.

Eu não conheço o Jay direito, mas queria conhecê-lo. Mas ele me chamou muito em cima do lance para viajar. Veja o cenário: europa no verão, férias, vou achar passagem? Só em Julho, agora em Junho só para lugares menos óbvios. Grécia seria romance mas too late.

Se o Jay não se apaixonar por outra até que consigamos consolidar nosso love story (que ainda não teve beijo, nem abraço, nem aperto de mão), segue ele pelo mundo com um pedaço do meu coração. Quem disse que amor platônico também não é amor?

Eu não sou de forçar a barra para as coisas acontecerem. Eu quero que aconteça, mas se não tiver que ser não será. Alguns fatores que não vou comentar no momento estão "atravancando meu caminho", mas como obstáculos "passarão, e eu passarinho" (já dizia Quintana), vou manter dedos cruzados para triunfar no fim. Só o pensamente positivo salva num turbilhão de problemas e bad vibes.

Só peço que nesses altos e baixos da vida eu não perca meu romance no fim de tudo. Nadar e morrer na praia é deveras frustante. Mas eu mantenho na cabeça o pensamento que ainda vai dar certo.

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